sábado, 14 de agosto de 2010

Descoberta da "burrocracia''.


Hoje, recebi o telefonema de uma agente do Cartório de Registros de minha cidade, ela informou-me que foram localizados documentos do Grêmio Estudantil, que há muito eram procurados. Tão logo recebi a informação, me dirigi até o referido cartório. Ao chegar, e após receber atendimento, fiquei de pé ao lado do balcão, aguardando um último documento, enquanto o fazia, observava os funcionários e até mesmo alguns clientes que ali estavam.
Duas funcionárias, sentadas atrás de suas mesas, faziam o que parecia ser um fechamento de caixa, já que uma contava algumas cédulas monetárias e algumas moedas, enquanto a outra parecia fazer contas no computador. Assim, dava a entender, que conferiam o resultado. Uma delas parecia estar preocupada com algo, levantou-se, entrou em uma sala que ficava à nossa frente, e pelo barulho, pareceu pegar algum documento em um armário de zinco, retornou à sala de atendimento, sentou-se novamente e desta vez com um semblante mais aliviado, retomou suas contas.
Muito me chamou a atenção os livros que estavam na sala em frente, que pareciam ser uma espécie de arquivo, já que lá constavam os livros de registros do cartório, os que mais se destacavam, eram os primeiros da fileira de cima da estante que se via uma parte de onde estava, eram livros de registro - diga-se de passagem, tudo muito bem organizado – aparentemente antigos, provavelmente ainda da década de 60. Mera suposição.
Já a minha direita, estavam mais duas funcionárias trabalhando, uma provavelmente checava dados no computador, enquanto outra procurava atentamente algo em um grande livro, que parecia ser um pouco velho. De repente, o telefone toca, e esta ultima atende, presta algumas informações e desliga; novamente o telefone chama, desta vez ela não atende, e escuto quando diz: “não agüento mais atender este telefone, chamou o dia inteiro!’’. Então, a funcionária que estava a seu lado, trabalhando no computador, atende, vira-se para o oficial de registros que estava em uma mesa atrás procurando um documento e fala à pessoa do outro lado da linha que torne a ligar depois de uns 20 minutos; o oficial, aparentemente “estressado’’ - assim como os ali presentes – diz que mandasse a pessoa ligar após uma hora, já que estava assaz atarefado.
Creio que todos os que ali estavam, pensavam no que ainda tinham para fazer, em especial os funcionários do Cartório que pareciam fisionomicamente cansados, pensavam provavelmente, também, no que iriam fazer após seu expediente, no seu lazer.
Então o oficial de registros levanta-se, pega a recém impressa folha, dirige-se a mim e a entrega (queria fazer alterações no documento que arrecadei, portanto pedi orientações); tão logo me entregou o documento, saiu apressado em direção a sua sala.
Saí do cartório, e caminhando pela rua, fui lendo o documento; quando terminei fiquei estarrecido com tamanha lista de documentos e certificações a providenciar para realizar uma simples alteração em um Estatuto. Não pediram uma amostra de DNA, porque a pessoa era jurídica.
Então fiquei a pensar se tudo aquilo era de fato necessário; queria saber o que era em teoria burocracia, encontrei a seguinte definição: “algo que tornasse a organização eficiente e eficaz, garantindo com ela: rapidez; racionalidade; homogeneidade de interpretação das normas; alcance dos objetivos etc. É... parece que não era burocracia e sim burrocracia, que nada mais é do que o excesso de normas e regulamentos, limitação de iniciativa, desperdício de recursos e ineficiência generalizada dos organismos estatais e privados, este entrave paralisa o país, sufocando qualquer chance de desenvolvimento.
Mas... o que esperar de uma política a qual é desenvolvida por políticos corruptos, que dá direitos excessivos ao bandido preso e mal garante a segurança dos cidadãos?
É o mais triste é saber que a culpa disto é dos eleitores, pois político não faz concurso público, ganha votos. E, sendo assim, pelo emprego deste sistema o Brasil é um país atualizado com Leis arcaicas.
É amigo leitor, a antiga burocracia tornou-se atualmente “burrocracia’’, quem diria que para fazer uma simples alteração em um documento que compete a mim, como mero cidadão, teria que fazer um longo processo jurídico, que poderia ter sido resolvido com mais agilidade e eficiência, se ao invés de preencher tantos documentos e cumprir inúmeros protocolos, eu simplesmente fizesse uma petição... Mas, na minha cidade, assim como no restante do país é assim mesmo, uma “burrocracia’’ infindável.


Farias, M. S. "Descoberta da 'burrocracia'". Agosto de 2010. www.livredialogo.blogspot.com
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

"A Voz dos Estudantes''

Realizou-se nesta quarta-feira dia 21, de julho de 2010, no Theatro Guarany, a mesa redonda “A voz dos Estudantes’’, atividade esta que faz parte do cronograma do 10º Poder Escolar, promovido pela 5ª Coordenadoria Regional de Educação (5ªCRE), Secretaria Municipal de Educação (SME), e Comissão Organizadora do Poder Escolar.
Na oportunidade os alunos puderam falar livremente sobre a escola que temos e a escola que queremos, baseando-se não somente na realidade de sua escola, mas também nas demais escolas, de acordo com o que foi discutido no 1º Encontro Preparatório para a Voz dos Estudantes, também conhecido por “Encontrinho do Poder Escolar’’. Esses alunos representaram os 119, discentes que participaram anteriormente do referido encontro
A apresentação dos itens foi divida em dois momentos: no primeiro, cinco alunos falaram sobre a escola que temos; e no segundo, mais cinco alunos falaram sobre a escola que queremos.
Logo mais, após as apresentações, seguiram as perguntas feitas pela platéia aos discentes que compunham a mesa “A Voz dos Estudantes’’. Foram feitas perguntas relacionadas à como modificar a escola e torná-la melhor, e também sobre os motivos que levam ao stress em sala de aula.
Após o término das discussões, seguiram as demais atividades previstas no cronograma do 10º Poder Escolar.



Farias, M. S."A Voz dos Estudantes". Julho de 2010. www.livredialogo.blogspot.com
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terça-feira, 20 de julho de 2010

A Escola que Queremos:

Ser mais utilizado o Laboratório de Informática.
O professor poderia utilizar o referido laboratório para fixar algum conteúdo ou mesmo desenvolve-lo utilizando de recursos como a internet. Assim o aluno pesquisaria o conteúdo de uma forma mais “atrativa’’, encontraria explicações à suas dúvidas de formas mais detalhadas e mostradas de uma forma mais interativa, como em gráficos ou vídeos. Outra meio de ensino bastante interessante que pode ser desenvolvido na sala de aula informatizada é a utilização de jogos educacionais, desenvolvidos especialmente para determinada disciplina e série. A professora de língua portuguesa, por exemplo, poderia utilizar um jogo há pouco tempo desenvolvido pela FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), em parceria com a Retoque Comunicação e o LivroClip, um jogo da reforma ortográfica; uma maneira interativa e divertida de fixar algum conteúdo sobre as novas regras da língua portuguesa. Esses são apenas alguns recursos que a utilização do laboratório de informática oferece tanto ao aluno quanto ao professor.

Laboratório de Ciências.
A existência deste por si só já é importante, mas seu uso tanto pelo professor, como pelo aluno é imprescindível. Como aluno, acho muito importante a existência de um laboratório de ciências, ele é uma boa saída para a rotina do professor e do aluno, que geralmente consiste em passar conteúdo e copiar conteúdo em sala de aula, que geralmente é seguido de exercícios teóricos. Com a existência e a utilização do referido laboratório, a aprendizagem de determinado conteúdo se torna melhor, já que o assunto passa a se tornar mais interessante para o aluno e, você passar a colocar em prática a maioria das coisas que aprendeu em sala. Acredito que com a utilização de um laboratório de ciências, haveria mais interesse dos alunos, já que a aprendizagem se tornaria divertida. O laboratório seria útil para desenvolver conteúdos e melhorar o interesse dos alunos, assim como suas notas.

Conselho de Classe que implique resultados.
Já que nos questionam através do representante da classe, sobre nossa opinião em relação ao funcionamento da escola e sobre nossa visão em relação a como está se dando o trabalho da equipe pedagógica da escola, creio que deveríamos ver surtir algum resultado de nossas sugestões, desde sua negativa ou aprovação.

Atividades Extraclasses.
Creio que seria bom para os alunos se a escola oferecesse atividades extracurriculares, como oficinas, jogos de futebol, grupos de dança, jogos de xadrez, damas etc. Seria além de um bom entretenimento, um meio de os discentes adquirirem de certa forma mais cultura e desenvolverem seu raciocínio além praticarem atividades físicas. Também passariam a compreender melhor o funcionamento da escola. Vocês devem estar se questionando, mas quem supervisionará? Uma alternativa seria pedir a colaboração do Grêmio Estudantil, ou mais uma incumbência para um monitor.

Acesso Integral à Biblioteca: melhor organização e livros mais variados.
Um dos grandes problemas que as escolas têm é a falta de funcionários ou mesmo de pessoas capacitadas à determinada função. Geralmente é muito comum haver falta de bibliotecárias ou bibliotecários, ou mesmo que trabalhem em tempo integral, nos três turnos: manhã, tarde e noite. Também há em muitas escolas a falta de títulos que atraiam os alunos a ler. Em muitos casos, a má organização das bibliotecas colabora para o desinteresse à leitura. E quando não há quem cuide da biblioteca esta se torna inacessível aos alunos. Creio que os órgãos que cuidam das escolas deveriam procurar manter funcionários para esses locais para que estejam sempre em funcionamento, bem organizados e atualizados, e claro incentivar os alunos a lerem. Dessa forma melhoramos não só nosso vocabulário como também achamos um excelente meio de passar o tempo livre.

Mais agilidade da Direção.
Geralmente quando reclamamos de algo à direção, esta leva considerável tempo para realizar a retificação no problema exposto ou mesmo não o faz.
Compreendemos que existem os coordenadores, e os agentes administrativos, entretanto há algumas ações quem tem que partir diretamente da direção da escola, que esta seja tomada pela própria diretora ou uma de suas vices. Precisamos de direções escolares mais ativas que sejam mais participativas dentro da escola, que tenham voz e que se mostrem mais que autoridades, mas sim como pessoas capazes que ocupam o cargo não por que foram eleitos, mas por que são capacitados a fazerem o que fazem. Se, estão onde estão, é por que confiamos nessas pessoas quando as elegemos, e por isso cobramos sua ação dentro da escola. Queremos vê-los trabalhar mais ativamente em prol da melhoria da escola.
Mas também admito que, às vezes, temos que saber reconhecer o trabalho dessas pessoas, e compreender que muitas vezes exigimos delas coisas absurdas fora de seu alcance como diretores, na maioria das escolas é comum que os alunos tenham a pseuda visão de que se a pessoa é diretora da escola pode fazer qualquer coisa, manda em todos os setores. Isso é a visão mais errônea da função de um diretor, há coisas dentro de uma escola que apenas quem é designado a fazê-las pode ter acesso a elas, como é o caso da secretária, já que apenas ela pode trabalhar com os documentos da secretaria, ninguém mais. Ou mesmo como o professor, já que dentro da sala de aula quem tem autonomia é ele e ninguém mais. Então, antes de criticarmos alguém ou seu serviço, temos antes que primeiro ver o que é de sua alçada, o que lhe cabe desenvolver, e ver que dentro da escola há mais funcionários. Não adianta apenas criticar, exigir e cobrarmos ações e resultados se não fazemos nada para melhorar a situação. Ações paliativas de nada adiantam, já que são temporárias.

Quadra fechada.
É comum em dias de chuva que os alunos não tenham aulas práticas de educação física. Em muitos casos, as aulas dessa disciplina são substituídas por outra disciplina - quando o professor falta, quando isso não ocorre passamos a ter nesses dias de quadra molhada aulas teóricas de educação física. Um meio de resolver isso seria a existência de uma quadra fechada para as aulas. Embora pareça uma boa solução, em muitos casos o problema é que a escola não possui recursos financeiros para fazer tal modificação ou então não possui espaço.


Pintura e Reforma do Prédio.
Algumas escolas estão em más condições, outras nem tanto, precisam apenas de alguns reparos. Algumas apresentam algumas deficiências estruturais, como a falta de mobiliário escolar, de salas de aula pintadas e organizadas e, em alguns casos necessitam mesmo é de uma boa reforma do prédio, como a troca de portas e janelas, nivelamento do chão, reconstrução de muros, troca do sistema elétrico, etc. Creio que para resolver tais deficiências das escolas, e disponibilizar melhores condições de ensino ao aluno e de trabalho ao professor e ao funcionário a CRO (Coordenadoria Regional de Obras), deveria fazer uma minuciosa avaliação dos prédios das escolas, e fazer os reparos necessários. Mas não basta apenas revitalizar os prédios é preciso fazer com que os alunos tenham consciência de ajudar a preservar o prédio, para que dessa forma haja melhores condições de ensino.


Acessibilidade para portadores de deficiências.
Faz falta nas escolas, mais recursos de acessibilidade para portadores de deficiências, como rampas ao lado das escadas, já que é praticamente impossível um cadeirante subir escadas sem o auxílio de outra pessoa. E também o acesso aos banheiros. Faz falta que tenha um mobiliário especifico para portadores de deficiências, assim como profissionais capacitados a atenderem alunos portadores de deficiências. Dessa forma as escolas estariam de fato democratizando o ensino público e garantindo aos portadores de deficiências as Leis que as estes assistem.

Refeitório.
Em algumas escolas há necessidade de se implantar um refeitório, para que os alunos possam ter um local mais adequado para lanchar do que a sala de aula, ou mesmo o pátio, o refeitório também auxiliaria no trabalho das merendeiras e na melhor organização da escola. E as escolas que já possuem o refeitório, necessitam de uma ampliação do espaço físico do mesmo, para acomodar de forma mais confortável aos alunos.

Mais Lixeiras no Pátio.
Uma coisa bastante desagradável e muito comum no pátio das escolas é o lixo que muitas vezes é produzido e colocado lá por nós mesmos. Ou então vão parar no pátio levados pelo vento. Uma forma de resolver o problema do lixo nos pátios das escolas é a implantação de mais lixeiras nos pátios, e de preferência auxiliando para com a reciclagem separando o lixo nas lixeiras adequadas.

Os itens aqui expostos e argumentados, foram discutidos e apresentados no 10° Poder Escolar, na mesa redonda a Voz dos Estudantes.

Farias, M. S. "A Escola que Queremos". Julho de 2010. www.livredialogo.blogspot.com
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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Encontrinho do Poder Escolar.


No dia 29 de junho do corrente ano, realizou-se no auditório externo do colégio Pelotense, o "Encontrinho do Poder Escolar'', organizado pela SME e a 5ª CRE. Participaram desse evento, alunos de diferentes instituições de ensino, da rede pública estadual e municipal, que tiveram a oportunidade de debater em grupos, assuntos relacionados a suas escolas, como, por exemplo, a falta de professores, recursos, segurança, estrutura nas escolas, novos métodos de ensino, agentes educacionais de nível II, capacitados assim bem como demais profissionais da área da educação, etc.
Os alunos tiveram a oportunidade de debater esses assuntos livremente, sem sofrerem qualquer tipo de repreensão. Os professores que os acompanhavam, ficavam em uma sala distante, onde puderam diálogar com uma psicóloga, que segundo uma das professoras, falou sobre temas diversos relacionados a vida escolar do professor e, da relação aluno professor, assim bem como, o modo de encarar os problemas encontrados em sala de aula.


No final do evento, foram selecionados dez alunos, que irão apresentar essas ideias no 10° Poder Escolar, na bancada "A Voz dos Estudantes''.




Durante nossa viajem para a cidade de Pelotas, minha professora e eu, conhecemos no ônibus, o professor doutor da UCPel, o senhor Roberto Funck, uma pessoa centrada, culta, muito inteligente, que assim como a professora que nos acompanhava, a senhora Alexandra Lopes, busca desenvolver em sala de aula, novos métodos de ensino, utilizando de recursos midiáticos, e do uso da internet, como meio de ensino e aprimoramento de seus conteúdos.
O fato do professor Roberto, utilizar a internet e recursos midiáticos em suas aulas, serviu-nos de apoio a nossa síntese, que fala na introdução do uso de tais recursos e metodologias nas aulas. O professor arguiu, que utiliza a internet para reforçar os conteúdos desenvolvidos em sala de aula, e também para realizar trabalhos escolares, através de um game virtual em 3D, chamado "Second Life'', onde ele possui uma espécie de escola virtual, onde os alunos podem realizar as atividades escolares de forma bastante realista, como se de fato estivessem em sala de aula.



Farias, M. S. "Encontrinho do Poder Escolar". Julho de 2010. www.livredialogo.blogspot.com
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domingo, 18 de julho de 2010

A Escola nos dias Atuais.

Esse texto foi produzido com base na opinião dos alunos de uma escola da rede pública estadual de ensino, quando questionados sobre a escola que eles tem, e a escola que eles querem. Este tem por finalidade mostrar alguns dos problemas enfrentados pelas escolas em geral, e de uma certa forma auxiliar em suas resoluções.
Boa Leitura!
Há muito a educação brasileira de uma forma geral sofre alterações. Podemos dizer que quase
sempre tais alterações ou reciclagens afetam nem sempre de forma positiva a qualidade de ensino.
Mas a questão que mais é debatida entre os alunos, em especial de nossa escola, é a forma como o conteúdo do calendário escolar é desenvolvido. Como todos os aqui presentes sabem, há disciplinas em que o conteúdo não é fácil, exige atenção e dedicação, mas a forma como elas são desenvolvidas nem sempre contribuem para a aprendizagem do aluno, nem sempre a forma tida por tradicional é a melhor, assim também o professor.
Na atual realidade da sociedade brasileira, onde o jovem tem a cada dia um novo conceito e, que a cada instante está adquirindo novos valores – nem sempre os que desejaríamos que fossem adquiridos-, é preciso cada vez mais uma nova forma de ensinar conteúdos e disciplinas. É preciso uma forma nova de ensino, novas metodologias, novos conceitos, novas didáticas, enfim, uma nova forma mais ampla e específica, que torne o ensinar e o aprender algo descontraído, proveitoso menos maçante – como as aulas de química, por exemplo -, e que seja de fácil compreensão e assimilação do aluno. Hoje em dia, com o uso de recurso midiático, e da internet, é possível botar em prática melhores formas de ensino.
Um professor de ciências físicas e biológicas do ensino fundamental, por exemplo, poderia utilizar uma apresentação de Power Point, para explicar alguns conteúdos de sua disciplina, utilizando um notebook e um data show. Da mesma forma os demais professores, também poderiam utilizar os mesmos recursos midiáticos, ou a internet, mandando à famosa “lição de casa’’ por e-mail, dessa forma, o aluno utilizaria a internet para pesquisar sobre o assunto e realizar os exercícios ali propostos. A professora de ciências de nossa escola é uma das professoras que utiliza o correio eletrônico para reforçar o interesse e a aprendizagem de sua disciplina. Outros professores como a professora de língua espanhola, também utilizam dos mesmos recursos.
Outra forma de ensino bastante interessante nos dias atuais, é a utilização de jogos educacionais desenvolvidos especialmente para determinada disciplina e série. Há pouco tempo a FMU, em parceria com a Retoque Comunicação e o LivroClip, apresentou o Game da Reforma Ortográfica, uma maneira interativa e divertida de aprender mais sobre as novas regras da língua portuguesa.
O jogo, por exemplo, poderia ser utilizado pelo professor de língua portuguesa para reforçar o conteúdo dado em aula sobre a reforma ortográfica. O jogo funciona mais ou menos assim: o jogador escolhe uma das cinqüenta perguntas do tabuleiro, logo se iniciará uma tela com uma pergunta referente às mudanças do novo acordo ortográfico, o jogador terá dez segundos para responder a pergunta de múltipla escolha corretamente, caso acerte, poderá avançar uma casa no tabuleiro.
Toda esta questão dos métodos de ensino levanta duas questões, a primeira é “Que escola temos? ’’ e a segunda, “Que escola queremos?’’.
Ambas as questões, foram postas em discução nas salas de aula de quinta à oitava série do ensino fundamental de nossa escola, pela professora de língua portuguesa, a senhora Tatiane.
Após examinar cada resposta, ficou claro que as escolas em geral, não somente a nossa, possui um problema grave e, que precisa de atenção, o bullying. O bullying é uma violência que ocorre geralmente entre os adolescentes, essa violência geralmente consiste em comentários pejorativos, dirigidos à colegas quem tenham alguma imperfeição estética, ou mesmo pela sua condição social.
Esse tipo de violência precisa de uma atenção maior dos professores, funcionários e direção da escola. Geralmente o aluno que sofre essa violência, acaba por descontar em um próximo e assim, desencadeia uma onda de violência. As escolas e todos os seus membros, sejam estes discentes ou docentes, precisam tratar o assunto e forma séria e buscar desenvolver junto aos Grêmios Estudantis, um programa escolar anti-bullying.
Precisamos de uma escola, não só que empregue disciplinas, mas também valores morais, éticos e sociais. Uma escola de valores, que preze pelo bom senso e, forme além de profissionais, cidadãos capazes de impor suas idéias de forma democrática e sem violência, e também saibam ouvir e respeitar as opiniões alheias.
Mas para desenvolver qualquer coisa, a priori é necessário que as escolas da rede pública estadual, tenham recursos para tal. Faz falta que as escolas tenham recursos para desenvolver atividades e projetos, além claro de proporcionar a alunos e professores mais meios de trabalhar e desenvolver suas disciplinas.
Mas, desviando um pouco do assunto recursos, vamos voltar a falar de valores. Uma das coisas que mais é cobrada por parte dos professores aos alunos é disciplina, responsabilidade, pontualidade, dentre outros. Mas, como cobrar dos alunos tais valores, se quem os cobra não os põe em pratica? É preciso que as direções das escolas cobrem não somente dos alunos, mas também dos professores responsabilidade e aos que não a tem aplicar as devidas punições.
Há casos de um professor dar uma semana de aulas, e logo após, de forma inexplicável, entrar com um atestado médico de um mês. Fica todo esse tempo sem lecionar, e constantemente sendo avistado na rua passeando. Retorna do atestado, leciona umas duas semanas e, novamente entra de atestado. Retorna, assume responsabilidades para com os alunos, e por estar com sono, ou um súbito esquecimento, não comparece a um evento, no qual a escola estava sendo representada, e os alunos que lá foram perder seu tempo, acabam por serem desclassificados. Agora me digam como um professor que age de tal forma irá cobrar de seus alunos, responsabilidade, disciplina e pontualidade? Sei que o assunto é delicado, mas também precisa de atenção. Outro grave problema, do qual os alunos queixaram-se, foi dos freqüentes embates de professor contra professor. Os alunos reclamam dos extensos discursos pejorativos e, em alguns momentos difamatórios, que alguns professores fazem contra seus colegas, ou mesmo contra os membros da administração. Tais atitudes são além de inaceitáveis, infantis, mostra um comportamento torpe, impudico, em outras palavras, mau exemplo aos alunos. Esse tipo de atitude tem que acabar! É preciso um professor que seja exemplo, que mostre que apesar das diferenças é possível trabalhar e conviver através da ética profissional.
Para que uma escola funcione de forma adequada, é preciso que haja interesse dos alunos, para tanto não se faz necessário que todo ano o MEC, reformule e crie novos conteúdos, é preciso que ele desenvolva novos métodos de ensino, como já foi dito no inicio desde artigo.
É preciso que as escolas possuam um espaço físico mais amplo, com salas de convivência para os alunos, um pátio mais limpo, com uma área maior, que possibilite maior nível de recreação aos alunos das escolas.
É preciso que as dependências também possuam adequações, os banheiros, por exemplo, precisam de material de higiene, já que na maioria das instituições são assaz básicos.
Com uma administração voltada aos alunos e professores, como é a de nossa escola, o nível de organização torna-se maior, já que dando ouvidos aos professores e alunos é possível detectar os problemas e achar mais rapidamente a solução mais adequada a os problemas.
Hoje em dia a reclamação mais freqüente sobre o comportamento dos alunos é intolerância dos mesmos em relação aos estatutos e regras impostos pelas escolas. Um meio de solucionar parte deste problema é permitir que o aluno tenha conhecimento do que passam os coordenadores e administradores da escola. Se os alunos pudessem adquirir responsabilidades para com a escola, como por exemplo, auxiliarem na disciplina de um turno inverso como “monitores’’, eles teriam um contato mais direto com o trabalho dos administradores, e veriam como funciona de fato a escola, que nem sempre é fácil resolver os problemas de todos, que há regras e que por mais banais que algumas possam ser, precisam ser respeitadas.
Os alunos veriam como é difícil trabalhar em meio a tantas reclamações e queixas, que nunca, apenas em raras exceções vêm acompanhada de uma solução. Seria de fato muito bom se houvesse um meio pelo qual, os alunos aos poucos fossem convivendo e vendo o quão difícil é o serviço das pessoas que administram nossa escola. Da mesma forma, o serviço dos que mantêm a organização a limpeza e a higiene dos estabelecimentos de ensino.
O aluno precisa ter conhecimento das dificuldades do trabalho dos demais, para que dessa forma possa colaborar de forma positiva para com o trabalho dos mesmos. Mas, para que os que participarem dessas atividades é imprescindível que haja cobrança de responsabilidade, pontualidade e ética.
Os alunos da atualidade precisam de uma escola com espaço físico amplo, limpo, com opções variadas de recreação, de métodos de ensino modernos, que despertem no aluno interesse pela disciplina e pelo seu conteúdo didático, precisa de inclusão de recursos midiáticos as aulas. Precisam de uma escola que além de frias disciplinas, ensine valores morais éticos e sociais, de uma escola que reprima o bullying e promova o incentivo à sociabilidade. Que desenvolva projetos em diversificadas áreas, abrangendo os alunos de uma forma ampla, sem diferença de série ou quais quer outras. Que utilizem uma linguagem franca, aberta com conteúdo, correta e que ao mesmo tempo seja do entendimento de todos.
Precisamos de professores e administradores que sejam exemplos, que cobrem valores e atitudes que eles mesmos colocam em prática em seu dia-a-dia. Precisamos de uma escola não hierárquica, mas sim democrática e regrada, que de vez e voz ao aluno, mas sem tirar a autoridade do professor.
Não precisamos de pessoas vazias, prepotentes, irracionais que são facilmente manipuláveis, precisamos de pessoas com conteúdo, desenvoltura, capazes de impor seus pensamentos respeitando os demais, que não se deixem manipular ou influir, que sejam capazes de tomar suas próprias decisões, que sejam racionais, e que saibam lidar com a dita “autoridade’’ que tenham ou possam a vir a ter.
Se quisermos mudar a estrutura política e social do Brasil para melhor, precisamos começar pelos seus alicerces, ou seja, transformando o aluno que está em sala de aula, em um cidadão capaz.
De que adianta apenas reclamar, se somos incapazes de tentar achar a solução para o problema? Temos que além de reclamar e apontar erros, encontrar suas soluções e respostas.
Não precisamos de novos conteúdos vazios, precisamos de conteúdos ricos em conhecimentos, precisamos é de novos métodos de ensino e de professores mais descontraídos. Os professores ditos “mãos de ferro’’ além de tornarem suas aulas maçantes e monótonas, não conseguem ensinar nada, apenas que os alunos repitam frases por eles proferidas em suas aulas.
Um dos meios de resolver parte dos problemas é inclusão midiática e digital nas aulas, as tecnologias quando usadas de forma positiva e corretas são um excelente meio de aprendizagem.

FMU = Faculdades Metropolitanas Unidas.
Quem quiser jogar o game da reforma ortografia acesse http://fmu.br/game/home.asp e bom jogo!
Se possível, deixe um comentário sobre o artigo que você acabou de ler.



Farias, M. S. "A Escola nos dias Atuais". Julho de 2010. www.livredialogo.blogspot.com
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Esta obra de Farias, M. S., foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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