segunda-feira, 12 de março de 2012

Manifesto.

Este ano começaram cedo as paralisações... Eu até compreendo os professores e acho que eles têm razão em reivindicar uma EDUCAÇÃO melhor, mas essas paralisações são uma 'protelação' das aulas, a final, eles terão de recuperar mais tarde...

Infelizmente, a educação é tratada tão mal pelos nossos políticos que, para se fazer ouvir é necessário agir de tal forma.

Muitas instituições de ensino públicas estaduais necessitam de revitalização, subsídios... Há educandários com salas com capacidade para 30 alunos atendendo 68 discentes. Enquanto isso há políticos (inúmeros) por aí que tem um dia confortável de trabalho, sentados à mesa em uma aprazível cadeira, numa sala cômoda, recebendo salários altíssimos (além dos benefícios) sem fazer praticamente nada, e a julgar pelo que se observa, deixando a educação como proposta à próxima eletiva. Ao mesmo tempo, professores enfrentam uma sala de aula abarrotada de alunos (como supracitado), esmerando-se para que todos os seus educandos compreendam os seus ensinamentos, muitas vezes enfrentando situações adversas, desinteresse e o mais. 

Não fosse o professor, não haveria político, engenheiro, médicos et coetera. O labor que desempenha o mestre é fundamental, e muitas vezes mais acerbo que o de um político (que por vezes não cumpre seu papel). Aliás, política não é (ou não deveria ser) profissão. A educação é o patrimônio mais valioso que se pode obter.

Reitero que não sou contra as manifestações e reivindicações feitas pelos professores diante de tamanho descaso para com a educação por parte de nossos governantes (que às vezes não cumprem a própria palavra...). Sou a favor da educação, da educação de qualidade. Opino que os alunos deveriam manifestar publicamente seu apoio aos professores, a final, as escolas existem em razão dos alunos, e como dito, não fosse o professor não haveria educação, tampouco outros profissionais.

Finalmente, para aqueles que (políticos ou não) acham que a educação está as ‘mil maravilhas’ e que isto é apenas verborragia, que se disponha a passar um dia como professor de escola pública estadual.

Valorizemos estes profissionais porque eles merecem. A educação é à base de qualquer sociedade; e sem professor não temos educação. Eis aqui meu apoio a eles.

Aos professores dos quais já fui aluno e dos que ainda o sou, obrigado! Obrigado por escolherem esta digna profissão, pelo profissionalismo e dedicação com que trabalham. 

   Farias, M. S. "Manifesto". Março de 2012. http://livredialogo.blogspot.com/
   Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported. Deve ser citada conforme especificado acima. Permissões adicionais podem ser obtidas através do contato  discente.farias@gmail.com

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sexta-feira, 9 de março de 2012

"Só sei que nada sei".

     Hoje, olhando meu histórico de atividades no site "Yahoo! Respostas" eu encontrei dentre as perguntas que respondi a de um usuário que questionava a interpretação da máxima que serve de título a esta postagem. Achei interessante grafar o presente apresentando a questão e assim também minha interpretação subjetiva quanto ao apotegma "só sei que nada sei".

     O questionamento do usuário foi: "Sei que nada sei, tem certeza? [...] porque devo dizer que nada sei, não é uma limitação de minha própria determinação?" (Clique aqui para ler a pergunta na íntegra no site do "Yahoo! Respostas".)


     A frase "Só sei que nada sei" é atribuída ao filósofo grego Sócrates, um dos mais relevantes símbolos da filosofia ocidental e a figura mais notável do pensamento helênico. A técnica de Sócrates não fundamentava-se expressar princípios, todavia em formular questionamentos e avaliar as suas contestações de modo ininterrupto até lograr a verdade ou a contradição do que fora declarado. Intitulava seu método de "maiêutica", que em grego significa parto: "parto das ideias". O fundamental para este filósofo era conhecer-se a si mesmo.

     Ninguém, absolutamente ninguém, por mais que se esmere é detentor de todo o conhecimento. Existem inúmeras coisas a serem descobertas, estudadas e aprendidas tanto no passado da humanidade quanto no presente e também no futuro, pois a cada momento surge algo novo, ainda que não tenhamos conhecimento disso.
     Dizer que sabemos "tudo" é o mesmo que dizermos que conhecemos a história da humanidade de principio a fim.
     
     Estamos neste mundo para aprendermos, para evoluirmos, mas não para sermos detentores de todo o saber. Estamos sujeitos às vicissitudes. O conhecimento que temos, por "maior" que seja jamais irá ser um conhecimento total de todas as coisas, pois a sabedoria ultrapassa os nossos limites e não temos como conhecê-la em sua totalidade. Quanto mais aprendemos, mais temos para aprender. Somos todos eternos aprendizes. Nem mesmo um retrato mostra plenamente uma paisagem, uma vez que através dele só visualizamos um único ângulo: o do artista.
    
     "Conhecer-se a si mesmo" como pregava Sócrates (embora alguns especulem que esse aforismo tenha sido originalmente dito por Tales de Mileto: "Conhece-te a ti mesmo") é, ou ao menos deveria ser, nosso principal intento, por que o conhecimento pleno de nós mesmos, o domínio absoluto de nossas ações e reações, a consciência de nossos limites é a base para que possamos evolucionar, e quem sabe, praticarmos a mudança, a melhoria de nossas sociedades que tanto falamos nos últimos anos. O aprendizado e a mudança (para melhor) devem começar em cada um e em todos nós.

     "Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância." (Sócrates).

     "Um sábio é, antes de tudo, modesto." (desconheço o autor).

     E se ainda não lhe fizer sentido a afirmativa "só sei que nada sei", lembre-se de que a Filosofia, mãe de toda a ciência atual, questiona a tudo, busca sempre o porquê de todas as coisas. A Filosofia é a busca incessante pela sabedoria (Philos significa amigo, e Sophia significa sabedoria; conhecimento). A própria etimologia da palavra já sugere que o filósofo não é um detentor de todo o conhecimento, e sim um pretendente a ele.

     Farias, M. S. "Só sei que nada sei". Março de 2012. http://livredialogo.blogspot.com
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sexta-feira, 2 de março de 2012

José Saramago.

     José de Sousa Saramago nasceu em 1922, em Azinhaga, aldeia ao sul de Portugal, numa família de camponeses.



  Autodidata, antes de se dedicar exclusivamente à literatura trabalhou como serralheiro, mecânico, desenhista industrial e gerente de produção numa editora.

    Iniciou sua atividade literária em 1947, com o romance Terra do Pecado, só voltando a publicar (um livro de poemas) em 1966.

    Atuou como crítico literário em revistas e trabalhou no Diário de Lisboa. Em 1975, tornou-se diretor-adjunto do jornal Diário de Notícias. Acuado pela ditadura de Salazar, a partir de 1976 passou a viver de seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor.

    Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão, visto hoje como seu primeiro grande romance. Memorial do Convento confirmaria esse sucesso dois anos depois.

    Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português - o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, nas Ilhas Canárias (Espanha), onde viveu até a morte. Foi ele o primeiro autor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1998.

    Entre seus outros livros estão os romances O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Ensaio sobre a Cegueira (1995), Todos os Nomes (1997), e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-7).

    Morreu em 18 de junho de 2010, em Lanzarote, Espanha.

(Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/jose-saramago.jhtm)

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Concordo com Gentili.

  - Circula na rede social "Facebook" a postagem abaixo (a imagem com texto), cuja autoria é atribuída a Danilo Gentili, um humorista, cartunista e jornalista brasileiro, considerado parte da nova geração do humor o "stand-up comedy". Gentili logrou relevância nacional como membro do programa denominado "CQC" (Custe o Que Custar), transmitido pela emissora de televisão Rede Bandeirantes e no presente como apresentador de um programa de entrevistas intitulado "Agora é Tarde".

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   - O escrito de Danilo Gentili expressa algo que vai ao encontro de meu juízo acerca do carnaval. Ainda que seja importante valorizarmos a cultura vernácula, a festividade supracitada ha muito tornou-se - ou aprimorou-se - num desvaler não somente da moral, qual também da imagem do país no cenário internacional; um país conhecido como "o do carnaval", "da farra", onde pode-se falir com a educação e setores de monta social sem que a maioria da população proteste, pois sua atenção volta-se para trivialidades.  Está mais que em tempo de manifestarmo-nos em prol da valorização de nossa dignidade; nosso país possui uma cultura vasta, belíssima que não se resume meramente a carnaval e futebol. Evoluir não é sinônimo de delir. Não há muito que o jornalista do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), Carlos Nascimento iniciou o telejornal dizendo "Ou os problemas brasileiros estão todos resolvidos ou nós nos tornamos perfeitos idiotas. [...]" (clique aqui para ler a citação na íntegra) expressando sua indignação frente ao crédito que a população atribui costumeiramente a banalidades, deixando no limbo de suas inquietações assuntos de verdadeiro mérito. 


    "Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte alguma" (José Saramago). 
    "Acho que na nossa sociedade actual nos falta filosofia..." (José Saramago). 

   
           Farias, M. S. "Concordo com Gentili". Fevereiro de 2012.  http://livredialogo.blogspot.com/ 
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