quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Meio-ambiente: um patrimônio a preservar-se.

video


Há décadas atrás, poucos eram os que se dedicavam ao estudo do meio-ambiente, os que tinham preocupação com futuro dos ecossistemas, das futuras gerações. Hoje, contudo, o assunto antes banalizado e ridicularizado tornou-se o dilema dos governantes, o empenho de inúmeras ONGs e organizações sociais que lutam pela sustentabilidade e preservação da natureza.

Preservar a natureza é sem dúvida o assunto mais pautado entre políticos e ambientalistas, e também o problema de maior gravidade, pois o descuido com a natureza tomou proporções gigantescas e agora, corremos atrás de soluções para evitarmos um futuro catastrófico.

As organizações sociais fazem o que lhes está ao alcance, porém, poucos de nossos governantes esboçam vontade de tomar partido nesta causa pelo meio-ambiente, pois isto pode ir de encontro aos seus interesses “partidário-políticos”, esquecem-se, entretanto, que o planeta não tem partido político, e o único interesse a defender é a vida.

Presenciamos hoje o resultado de um mal trato a Terra.  É preciso que todos se conscientizem de que é preciso agir incontinenti em prol da preservação de nosso ecossistema, independente da posição que ocupamos ou da parcela de culpa na degradação ambiental.

Projetos que visam reduzir a poluição precisam sair do papel, o governo poderia muito bem investir em obras de cunho ambiental, apoiando os empresários que trabalham de forma a preservar a natureza, na construção das denominadas “fábricas verdes” (ecologicamente corretas), de cidades ecologicamente sustentáveis ou ao menos com índice de poluição menor.

Não poderemos remediar desastres naturais à vida inteira. Mesmo que sejam altos os custos de investimentos em práticas ecologicamente corretas, é preferível investir nelas a gastar em ajudas humanitárias a preços não somente monetários, mas do bem maior da humanidade: a vida.

Já está mais que na hora de refletirmos sobre tantos desastres já ocorridos, tanta natureza lesada, tantas vidas ceifadas.  Basta que olhemos para trás e nos lembremos dos terríveis incidentes já acontecidos:

·         Chernobyl, Ucrânia (26 de abril de 1986): (cidade que teve de ser evacuada às pressas, em razão do derretimento e consequente explosão do reator da usina. Pelo que se sabe, o número de mortos nesse desastre foi grande; nenhum dos operários que trabalham na construção da estrutura de contenção do reator de Chernobyl, denominado “sarcófago”, sobreviveu. A fauna e flora da região ficaram praticamente destruídas.  Hoje, 25 anos depois do desastre, a região da cidade ainda é considerada de risco. Animais sofreram alterações genéticas, dada à radioatividade do local; plantas há pouco começam a ressurgir em proximidades da cidade. Nas proximidades da estrutura da usina o solo é infértil e emite altos índices de radiação. Ninguém pode chegar a menos de 100 metros de onde ficava a usina de Chernobyl. Ecologistas especulam que talvez o ecossistema da região leve décadas, até mesmo séculos para restabelecer-se. A área permanecerá por muito tempo inabitável).

·         Bohpal, na Índia (03 de dezembro de 1984): (“Um vazamento de 42 toneladas de isocianato de metila da fábrica da Union Carbide E.U. causou um dos piores desastres na memória. Em contato com a atmosfera, o composto foi transformado em gases tóxicos, como cinahídrico hidrogênio, que formaram uma nuvem mortal que matou 20.000 pessoas e animais”).

·         Golfo pérsico (1991): (“A queima de poços de petróleo emitiu nuvens de cinzas negras que causou a morte de vegetação, animais, além da poluição da água. O derrame de petróleo no Golfo foi considerado pior do que o corrido na costa do Alasca com o petroleiro Exxon Valdez, que derramou 11 milhões de barris de petróleo”).

·         Golfo do México (de junho de 1979 a março de 1980): (“O poço de petróleo Ixtoc quebrou durante o processo de extração de gás e petróleo, resultando em um derrame no mar de cerca de 30.000 barris de petróleo, com grandes prejuízos para a vida marinha em uma ampla área”).

·         Província de Henan, China (Agosto de 1975): (“Por causa da força do tufão Nina, a barragem rompeu e inundou Banquião província de Henan, com 2,300 milhões de toneladas de água, que varreu aldeias e todas as formas de vida no local”).

·         Minamata, Japão (1928 – 1968): (“Durante 40 anos a corporação Chris atirou na baía de Minamata resíduos químicos derivados do processamento petroquímico. Isso fez com que a vida marinha da região foi gravemente afetada. Quase 3.000 pessoas alimentavam-se de peixe e marisco provenientes dessas águas”).

·          Meda, Itália (10 de julho de 1976): (“Uma explosão na empresa de produtos químicos Meda, dedicada à fabricação de perfumes e cosméticos, resultou numa nuvem de toxinas, que matou 193 pessoas instantaneamente e na poluição do ar de 11 comunidades dos arredores”).

·         Fukushima, Japão (11 de março de 2011): (“Uma série de explosões ocorridas nos prédios que abrigam os reatores liberaram na natureza uma série de gases tóxicos e de água radioativa. Durante dias temeu-se a explosão do reator que apresentava instabilidade, contudo, felizmente, embora todo o caus que tenha causado e o susto a comunidade mundial, os reatores foram estabilizados e a situação controlada”).

Depois ver a tantos desastres, causados pelo homem, as reações da natureza frente a tudo isso, o impacto ambiental que “evolução” desenfreada por que passa nossa sociedade está causando, você não acha que já é hora de pormos um basta nessa situação caótica?

Isso depende de cada um de nós, de todos nós, juntos lutando em prol da preservação do meio-ambiente, do mundo em que vivemos, lutando por uma sociedade ecologicamente correta, que respeita ao seu próximo e ao mundo em que vive, uma evolução sustentável.

Farias, M. S. "Meio-ambiente: um patrimônio a preservar-se". Fevereiro de 2012. www.livredialogo.blogspot.com
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported. Deve ser citada conforme especificado acima. Permissões adicionais podem ser obtidas através do contato discente.farias@gmail.com



Licença Creative Commons
Baseado no trabalho em livredialogo.blogspot.com.br.
Permissões além do escopo dessa licença podem estar disponível em discente.farias@gmail.com.

Fontes de pesquisa:

http://www.google.com.br/imghp?hl=pt-BR&tab=wi
http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/entenda-acidente-nuclear-japao-621879.shtml
http://www.dforceblog.com/pt/os-10-piores-desastres-ambientais/
http://www.prevencaonline.net/2010/06/os-nove-maiores-acidentes-ambientais-da.html

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado por comentar, pois sua opinião é muito importante!
Volte sempre!

 
Licença Creative Commons
Diálogo Livre de Farias, M. S. et alia é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
Baseado no trabalho em livredialogo.blogspot.com.br.
Permissões além do escopo dessa licença podem estar disponível em discente.farias@gmail.com.