segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Resumo interpretativo de "O Cavaleiro Preso na Armadura", de Robert Fisher.

FISHER, Robert, (1922). O Cavaleiro Preso na Armadura: Uma fábula para quem busca a Trilha da Verdade. 13ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2010. 110 p. Tradução: Luiz Paulo Guanabara.
O livro conta a história de um cavaleiro que acaba ficando preso dentro de sua armadura, e se distanciando da família e dos amigos. Com o passar do tempo, tornou-se obstinado pelo trabalho de salvar donzelas indefesas de dragões malvados; para ele a única coisa que importava era o trabalho, para poder manter o seu castelo e sua família sempre abastados.

Um dia, sua mulher Juliet, reclama que ele está se tornando um ser ausente em sua família, que o filho Christopher tem como única imagem do pai um retrato na parede. Com isso ordena-lhe que opte entre tirar de uma vez por todas a armadura ou perder sua família, pois ela partiria com o filho para a casa de parentes.

O cavaleiro obviamente escolhe a família, mas para assombro seu não consegue livrar-se da armadura. Recorre ao ferreiro do reino, a quem pisa acidentalmente o pé, este irritado desfere-lhe uma marretada em direção a amadura, mas nem mesmo isso foi capaz de ferir o cavaleiro ou mesmo desmanchar a armadura de aço, que sequer arranhou-se.

Desesperado, a nossa personagem recorre à ajuda do mago Merlin, que vive num bosque distante. Merlin o resolve ajudar. Depois de ter suas forças reestabelecidas pela ajuda do mago, de Esquilo e Rebecca, o cavaleiro pergunta a Merlin como se livrar da armadura de aço em que se encontrava preso, o mago então diz que só há um meio: percorrer a Trilha da Verdade, um caminho árduo e cheio de desafios pessoais.

Durante a trajetória, o cavaleiro tem de passar por três castelos: o do Silêncio, do Conhecimento e por fim o Castelo da Vontade e da Ousadia.

Em cada um desses castelos ele vai refletindo cada vez mais sobre sua vida e permitindo que seus sentimentos fluam. Á medida que vai se autoconhecendo e tornando-se mais afetuoso, sua armadura vai se desmanchando. Ao final do livro, nosso personagem aprende uma valiosa lição: de que o bem maior que ele poderia ter não são os bens materiais, mas sim sua família, seus amigos, e o amor próprio. De que não se deve apegar a coisas superficiais.

Ao final, descobrimos que o tal cavaleiro não era uma pessoa presa na armadura de aço lustroso, mas sim um sentimento: o amor.

O livro é realmente espetacular, Fisher encontrou um meio muito criativo, descontraído e gostoso de ensinar uma valiosa lição. O texto desta fábula é puramente filosófico – uma filosofia de vida.

Ao longo de nossa vida vamos blindando-nos dentro de uma armadura, censurando nossos sentimentos, e nos tornando cada vez mais obstinados pelo nosso serviço. Ferimos àqueles que nos cercam sem nem ao menos perceber, tornamo-nos insípidos, esquecemo-nos de viver. Fugimos a trilha da verdade e da justiça, procurando caminhos mais fáceis e agradáveis de percorrer, porém, esses caminhos levam-nos a um abismo sem fundo, do qual raramente conseguimos fugir – o abismo da solidão. Enquanto que, o caminho da verdade e da justiça nos leva ao topo de uma montanha de felicidade, fé, amor e prosperidade verdadeira.

Estamos tão preocupados com o que os outros pensam de nós, que acabamos nos tornando homens de lata, frios e calculistas, preocupados apenas com a imagem. Deixamos de nos preocupar com o que pensamos de nós próprios.

Este livro é uma eminente obra da literatura, que sem dúvida ensina uma lição preciosa não somente aos jovens, como também a adultos, que vivem na frieza do capitalismo, inertes aos sentimentos, presos aos compromissos e responsabilidades do mundo coetâneo.

Pessoas estas que muitas vezes esquecem seu verdadeiro eu. Que suprimem o amor e acabam como nosso cavaleiro, pesos em uma armadura de aço, intransponível.

Esse tipo de pessoa perde a vontade e a ousadia de lutar pelo que deseja, se deixa levar pelo pensamento alheio, tem medo de enfrentar a si próprio e a outras pessoas, passa a ser subserviente.
O livro nos mostra que devemos de encarar nossos medos e temores, que devemos refletir sobre o que realmente nos importa, sobre nossas reais prioridades. E que é sumamente importante termos autoconhecimento.

Mostra ainda, que embora seja importante ficarmos sozinhos para podermos nos encontrar, também é importante convivermos com as demais pessoas e compartilharmos nossos conhecimentos e nossos sentimentos, que não devemos nos blindar, nem nos tornar indiferentes a tudo e a todos. O importante é que fiquemos em sintonia com o universo e com nós mesmos, pois o bem maior é a vida.

Recomendo a todos que leiam a este fabuloso livro.

Farias, M. S. "Resumo interpretativo de "O Cavaleiro Preso na Armadura", de Robert Fisher". Setembro de 2012. http://livredialogo.blogspot.com.br
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5 comentários:

  1. Olá.
    Que bom que esteja gostando do conteúdo do teia.
    Post divulgado.
    Até mais

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  2. Muito interessante o comentário sobre o livro. Dá vontade de adquiri-lo. Valeu!

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  3. Muito boa a análise do livro. Tomei conhecimento desse através de uma indicação da página de Nova Acrópole Brasil no Facebook. Espero poder lê-lo logo.

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  4. Gostei muito desse livro. Percebo que na vida existem muitas de nós presos em nossas próprias armadilhas, onde inconscientemente nos enclausuramos de nossas famílias, amigos e muitas das vezes de nós mesmo.

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  5. Não entendi!o porque ele não volta para sua família, e não há mais nada para se contar,teria algum outro livro com um continuação deste livro,até o começo deste livro há muita coisas boas mais ao chegar no final do livro ele acaba não voltando para casa poderia talvez ter uma continuação de um livro tão bom como este......

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