segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Medo diferente

Tenho tanto medo de seguir em frente
Tenho tanto medo de tentar então
Tenho tanto medo, medo diferente,
Medo de arriscar e perder o chão.


Tenho que tentar mudar o meu mundo
Para que o mundo tente mudar também
Tenho que tentar mudar a verdade
Porque a verdade, um dia, vai mudar alguém.

Tenho que fazer a minha parte na historia
Para que a historia da minha vida enfim
Mude todo o ciclo da historia velha
E de um novo rumo a mim.

Tenho que tentar conhecer o mundo
Como ele é. Não como parece ser.
Por inteiro, de verdade, enfim,
Tenho que conhecer o mundo, para ele também conhecer a mim.


Kah Moreira: "Medo diferente". Janeiro de 2014.
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Escrito nas estrelas

Tá escrito nas estrelas,
E nas nuvens lá do céu,
Tá no brilho do sol,
E desenhado no papel.

Tá no contorno de um lápis,
E na noite sem luar,
Tá no fundo do coração,
E no brilho do seu olhar.

Tá no rabisco de um poema,
E na ponta da caneta,
Tá passando pelo ar,
E na cauda de um cometa.

Tá na corda do violão,
E no som da bateria,
Tá no acorde da guitarra,
E no sorriso de cada dia.

Tá em toda sua vida,
E nas novas amizades,
Tá presente é só olhar,
Que aí está a felicidade.

Kah Moreira: "Escrito nas estrelas". Janeiro de 2014.
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Naquele Luar.

Bem sabia que naquele luar
Conseguiria me tornar
Protegido das tentações
E saciado de perdões

Bem sabia que naquele luar
Estava a confiança há muito perdida
Voltei a crer nas coisas mais belas da vida
E como o humilde poeta, continuar

Bem sabia que naquele luar
Encontraria o sorriso doce e singelo
Que nasce dos princípios que mais zelo
Sigo pois, mais uma vez, o desejo de amar

Bem sabia que naquele luar
Voltaria a me dominar
E irá fluir versos e poemas
Dentre estes meus dilemas

Bem sabia que naquele luar
Acreditaria no distante impossível
Seguirei a alternativa mais cabível
E ele então, encontrar

Bem sabia que naquele luar
Meus olhos, de emoção, iriam brilhar
Pois a lua sempre soube guardar
O que eu não pude carregar.

Garcia, Samuel. "Naquele luar". Janeiro de 2014. http://livredialogo.blogspot.com.br/
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Crescer. Cresci e agora?

CRESCER? Não obrigada. Crescer PRA QUÊ?
É tão DIFÍCIL…
DIZEM que quando eu crescer eu TENHO QUE SER.
Mas SER o que? Tenho que ser ALGUÉM.

Eu sou alguém, não sou?
DIZEM que eu tenho que QUERER. Querer SER.
Mas eu já sou ALGUÉM! Não queria, mas sou…
DIZEM que tenho que SABER FAZER ESCOLHAS.

Pronto eu SEI, ESCOLHI: NÃO QUERO CRESCER.
TOMEI UMA DECISÃO…ENTÃO isso quer dizer que EU JÁ CRESCI?
Eu NÃO quero crescer AGORA. Já decidi.
Tem MUITA COMPLICAÇÃO em SER ADULTO. Muitas decisões.

Muitos problemas são tantas opiniões!
DIZEM que sou pequena. Que NÃO CRESCI o suficiente PARA SABER se quero ou não quero.
Não tenho conhecimento PRA DECIDIR algo. “Não sei de nada AINDA”
Está bem. Deixo pra “DEPOIS”. QUANDO EU CRESCER vejo o que EU quero, o que DECIDO. Aí DIZEM que já ESTOU GRANDE DEMAIS pra não saber, ainda, O QUE FAZER DA VIDA.

AFINAL o que SOU? Grande ou pequena? ADULTO OU CRIANÇA?
INVENTARAM uma palavra pra RESPONDER essa complicação, pra essa dúvida: ADOLESCENTE.
Quando BATE A DÚVIDA do que queremos, o que faremos… O QUE SOMOS. Apenas DIZEM que somos ADOLESCENTES. Um meio termo. DEIXANDO SEM RESPOSTA a pergunta: CRESCI OU NÃO?

Tá. CRESCI e agora? Ainda NÃO SEI. É natural COM ESSE TAMANHO, não saber o que fazer?
Eu NÃO SEI.
MELHOR INVENTAR PRA “ELES” que já SEI O QUE quero SER…
Só PRA NÃO DIZEREM QUE eu CRESCI e NÃO ME TORNEI ALGUÉM…



Kah Moreira: "Crescer. Cresci e agora?". Janeiro de 2014.
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Resposta do Governo do Estado do Rio Grande do Sul a Carta-argumentativa.

Hoje a Assessoria de Comunicação Social da Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul respondeu oficialmente a Carta-argumentativa que eu havia enviado ao Governador. A contestação veio nos seguintes termos:

"Prezado Sr. Mateus Silva Farias:

Em resposta a sua solicitação a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa que:

1 – Está em fase de licitação à contratação de empresa para a realização de obras emergenciais no Instituto estadual Ponche Verde;

2 – O Instituto Ponche Verde está incluído no Plano de Necessidades de Obras (PNO) da Seduc. O projeto de reforma da escola está em fase de elaboração por empresa contratada. Após a entrega do projeto pela empresa e a aprovação do mesmo pela equipe técnica da Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano (SOP) será aberto processo licitatório para a contratação da empresa que executará a obra de reforma da escola. A previsão é que a licitação da obra ocorra no segundo semestre de 2014.

O PNO prevê a realização de reformas globais nas escolas atendidas pelo programa, abrangendo os 17 itens abaixo:

PROTOCOLO PNO
Programa Básico de necessidades de
obras para as escolas estaduais

Para definições das necessidades de adequação de espaços físicos nas escolas estaduais - via PNO - são estabelecidos padrões mínimos para elaboração dos projetos arquitetônicos relativos às reformas e/ou ampliações.

As demandas do PNOs são identificadas por um adesivo específico na capa dos processos, e devem contemplar os requisitos abaixo:

1- Sala de estudos para professores – deverá ser projetada, através de construção nova ou adaptação, uma sala para os professores, como espaço para elaborar estudos e planejamentos das atividades docentes na escola.

2- Quadro escolar branco, não magnetizado, para uso com canetas.

3- Aparelhos de ar condicionado – o projeto deverá contemplar a instalação de aparelhos tipo Split – quente e frio - nas salas administrativas e em todas as salas de aula.

4- Água quente – deverá ser prevista a instalação de rede hidráulica e aquecedores para atendimento das pias da cozinha, lavatório e chuveiro dos funcionários.

5- Piso nas áreas externas, principalmente às de recreação, com utilização de pisos permeáveis, tipo pavs.

6- Paisagismo deverá ser planejado para atender esteticamente o ambiente escolar,incluindo espaço de jardim, grama e acessos pavimentados.

7- PPCI e Acessibilidade, completos, incluindo pisos táteis no acesso às dependências da escola.

8- Quadra coberta para prática de esportes, com vestiários.

9- Instalações elétricas, verificar a capacidade de carga de entrada da escola e adequar a caixa de distribuição por carga, em rede própria que alimenta aparelhos de grande consumo (ar condicionado, chuveiros) e rede geral de iluminação.

10- Instalações hidráulicas redimensionadas para as dimensões da escola e de suas atividades.

11- Cozinha e refeitório redimensionados para o padrão de funcionamento da escola.

12- Cercamento e iluminação adequados à segurança da comunidade e do
patrimônio, com pavimentação e arborização das calçadas públicas do entorno.

13- Ambiente wireless – dotar a escola com pontos de internet.

14- Sala ambiente cultural para guarda de equipamentos, exposições e
manifestações culturais.

15. Cisterna e água de vertentes. Valorizar espaços alternativos e naturais de uso de água, possibilitando armazenamento para uso em sanitários, lavagens e irrigação.

16. Monitoramento eletrônico. Incluir sistema de câmeras de vídeo nos ambientes da escola e sistemas de alarme monitorado.

17. Identidade visual. Incluir nas obras a identificação da escola, cor do prédio que será unificado para todas as escolas da rede pública.

Assessoria de Comunicação Social
Secretaria Estadual da Educação"


Os planos do Governo para o Instituto são realmente muito bons, mas o grande problema ainda é a burocracia: as condições do prédio tornam urgentes reformas na estrutura. Conforme o texto da carta, várias salas estão interditadas por que o teto está desabando; o assoalho das outras dependências do prédio principal está em farrapos e, até onde se sabe, a rede elétrica não está muito segura - não raro nossa sala de aulas ficava sem energia elétrica sem nenhuma explicação, enquanto que as salas ao lado e à frente tinham luz, assim como o restante da escola.

Breve inciar-se-á outro ano letivo e, novamente, o Ponche Verde terá de acolher centenas de alunos, mas o Estado parece não estar compreendendo muito bem a situação ao aferrar-se a tanta burocracia ao invés de atender as demandas de segurança. Como eu disse em minha missiva, não precisamos de educandários luxuosos; precisamos de ambientes seguros e funcionais. A qualidade de ensino não depende de outros fatores mais que do aluno enquanto parte interessada em aprender e do professor enquanto mentor dedicado a guiar seus discípulos na construção do saber.

O papel sempre aceita tudo, mas a realidade é mais prática. Haverá tempo suficiente para tanta burocracia? Como fica a segurança dos alunos durante este ano sem nenhuma ação do governo em relação ao relatado? E quanto à qualidade de ensino-aprendizagem das duas turmas que estão usando o auditório como salas de aulas, dividas apenas por armários de zinco, os quais não impedem a interferência do barulho das aulas de uma e outra turma? Isso sem falar nos demais alunos e professores expostos a realidade decadente de um educandário de quase cem anos que nunca passou por uma grande reforma.

Francamente, os exibicionismos políticos podem ser deixados a parte um instante em nome do bem-estar e da aprendizagem. O plano acima é fantástico, mas a burocracia inerente demanda um tempo de que os alunos, professores e funcionários do Instituto Ponche Verde já não dispõem.

Farias, M.S.

Meu mundo

Meu mundo já foi um dia
O que não volta mais a ser
Já que o tempo não anda pra trás
E só nos obriga a crescer.

Meu mundo já foi minhas bonecas
Minha bola, meus brinquedos.
As crianças de hoje
Deixam de brincar muito cedo.


Quem me dera eu tivesse a chance
De brincar um pouco mais
Hoje as crianças nem crescem 
E já estão tornando-se pais!

Quem me dera eu pudesse ter
A mesma inocência de quando criança
E não tivesse que saber
Que o mundo está perdendo a esperança.

Meu mundo já foi acordar
E ir olhar televisão
Hoje não quero ligar
Pra não ver corrupção.

Meu mundo era brincar
E não tinha preocupação
Hoje o que vejo a minha volta
Me aperta o coração.

É tanta gente morrendo
Tanta gente chorando
E ainda dizem que é mentira
Que o mundo não esta acabando!

O mundo de uma criança agora
Ao de outras nunca vai ser
Pois mesmo antes do tempo
As crianças se obrigam a crescer
E vão perdendo a esperança
A alegria de viver
Deixam de ser criança
Sem nem mesmo perceber.



Kah Moreira: "Meu mundo". Março de 2014.
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