quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Oktoberfest de Munique

Origem

A princípio, pretendia-se apenas a celebração do matrimônio do então príncipe herdeiro da Baviera, Luís Carlos Augusto de Wittelsbach com a princesa da Saxônia, Teresa Carlota Luisa Frederica Amália de Saxe-Hildburghausen, através de uma grande festa aberta ao povo, a realizar-se numa região descampada, afastada da cidade, denominada Theresienwiese, em homenagem à noiva.

Conta-se que teria sido um pedido do próprio príncipe a seu pai, o Rei Maximilian I, que a ocasião fosse comemorada junto ao povo e com fartura, de modo que o Rei, atendendo ao pedido, encomendou das principais cervejarias da cidade as suas melhores bebidas, mandou instalar tendas pelo gramado, denominadas à época de Traiteurs, para que servissem comida e chope aos convivas.

A festividade ter-se-ia principiado com um desfile da comitiva real com os noivos. Além disso, contou com música, dança e muita fartura, tendo por seu encerramento uma corrida, em cancha aberta, de cavalos puro sangue, apreciada inclusive pela própria família real.

Pretensamente, o monarca teria observado o sucesso da festa entre o povo, decidindo, por isso, decretar a realização anual da corrida de cavalos, em torno da qual se desenvolveria o evento.

Em 1811, o evento ganhou suas primeiras pinceladas comerciais: além da corrida de cavalos, uma feira agrícola fora promovida, com o objetivo de honrar o setor primário da Baviera, e diversas tavernas receberam concessão para comercializar na região e o Hofbräuhaus passou a ser o anfitrião oficial do evento.

Criado em 1589, pelo próprio duque da Baviera, Wilhelm V, o Hofbräuhaus – a choperia real – encerrava o propósito de não apenas produzir uma bebida que agradasse ao paladar do nobre, tendo em vista que o duque não apreciava a cerveja então produzida em Munique, mas, principalmente, de eliminar a exportação da Baixa Saxônia.
Em 1602, observando a alta qualidade dos produtos da cervejaria fundada por seu pai, Maximilian I determinou que Hofbräuhaus também fabricasse cerveja de trigo, passando a proibir por qualquer outra a criação ou comercialização desse gênero da bebida. Tal monopólio assegurou à corte não apenas o aumento de seus lucros, mas a grande qualidade da cervejaria real fez com que esta não mais conseguisse suprir a demanda de produtos, de sorte que a fábrica foi ampliada e, em 1610 a venda de cervejas Hofbräu deixou de ser restrita à nobreza.

De algumas fontes consta que foi a partir de 1818 que as demais cervejarias da cidade obtiveram permissão para montar suas próprias tendas e comercializar1 na Oktoberfest. Foi nesse mesmo ano, também, que o primeiro carrossel e dois balanços foram instalados em “Wiesn” - forma reduzida ou mesmo carinhosa pela qual os muniquenses chamam Theresienwiese. Atualmente, a Oktoberfest conta com um magnífico parque de diversões, que se espalha por boa parte do centro de eventos, em seus cerca de 46 hectares. É algo tão belo que não escapa às menções de turistas e à qualquer fotografia externa do evento.

Em 1819, a casa real abriu mão da organização do evento, passando a ser esta uma responsabilidade da população de Munique.

Em 1840, o primeiro trem de passageiros chegou a capital, viabilizando maior destaque à “festa de outubro”: novas barracas foram instaladas; fotógrafos, cartunistas e outros artistas passaram a fazer do evento um local tanto de exposição quanto de produção de suas obras.

Transcorridos quarenta anos desde o matrimônio que originou a festa de que trata esta pesquisa, é interesse assinalar a transformação geográfica ocorrida nesse intervalo de tempo: Theresienwiese, a princípio, era considerado “um parque longe do centro”2 da cidade e, como mostra3 um antigo mapeamento, com o entorno pouco povoado. Em 1850 já possuía tanta importância e desenvolvimento para a cidade, que foi escolhido como o “lar” da Estátua da Bavária, projetada por Leo Von Klenze e Ludwing Michael Schwanthaler, esculpida por Baptist Stiglmaier e Ferdinand Von Miller, localizada num pedestal ao centro de uma escadaria em Theresienwiese.

Em 1885, pela primeira vez, a Oktoberfest pode se estender um pouco mais além do pôr do Sol, graças a chegada de luz elétrica à região.

Ao todo, desde sua concepção aos dias de hoje, a Oktoberfest deixou de ser realizada cerca de vinte e quatro vezes, sempre em decorrência de grandes crises, tais como a guerra contra Napoleão, em 1813, o surto de cólera nos anos de 1854 e 1873, o engajamento da Baviera junto a Áustria na guerra contra a Prússia, em 1866, durante a Primeira Grande Guerra, entre 1914-18, durante a crise econômica internacional, entre 1923-24 e, por fim, durante a Segunda Grande Guerra, entre 1939-45.


A Oktoberfest hoje

Atualmente, a Oktoberfest alemã apresenta-se já consolidada em termos de tradição, tendo acompanhado as transformações políticas por que passou a Alemanha e a própria região da Baviera.

Desde 1887, a organização do evento retomou a tradição do desfile de abertura, chamado de Wiesn-Einzug der Festwirte und Brauereie: tradicionalmente, incia-se por volta de quinze para as onze horas da manhã, quando as famílias anfitriãs partem de Josephspitalstraße em direção à Theresienwiese em suas carroças decoradas, puxadas a cavalo ou a boi, nas quais se transportam os barris de chope das seletas cervejarias de Munique. Os garçons e as célebres orquestras alemãs acompanham a comitiva dos barris. No trajeto, passam, obrigatoriamente, pelas ruas Sonnenstraße, Schwanthaler Straße, Bavariaring e Wirtsbudenstraße, sempre guiados pelo Münchner Kindl – o menino símbolo da cidade.
O desfile culmina com a tradição de abertura do primeiro barril de chope. Desde 1950, o prefeito de Munique, na tenda da Schottenhamel, oficializa a festividade dando as marretadas de abertura no primeiro barril de chope a ser consumido. Uma vez aberto, ele deve declarar O’ Zapft is!4 Em seguida, são disparados fogos de artifício a partir dos degraus da Estátua da Bavária, a fim de sinalizar aos anfitriões que já se pode comercializar bebida, pois a Oktoberfest está oficialmente aberta!

As famílias anfitriãs são, a rigor, as seletas seis cervejarias muniquenses com permissão de vender no evento. São elas:

  • Augustiner: a mais antiga de todas as cervejarias de Munique, tendo sido fundada em 1328, por ordem do arcebispado de Frisinga e do duque da Baviera. Sua sede era no monastério dos monges agostinianos, encarregados de todo o processo fabril. Em 1803 o Estado apoderou-se do monastério e da cervejaria, no que ficou conhecido como um marco do processo de secularização. Cerca de vinte e seis anos depois, a cervejaria Augustiner foi completamente privatizada quando a família Wagner a adquiriu.
  • Löwenbräu: registra-se que tenha sido fabricada pela primeira vez em 1383, numa hospedaria chamada Zum Löwen, na cidade de Munique. Em 1524 a primeira fábrica teria sido posta em funcionamento. Em 1818 é adquirida pelo cervejeiro George Brey; segundo algumas fontes, é a partir de então que adota formalmente o nome Löwenbräu. Em 1826 inicia-se o processo de construção das novas instalações da fábrica, que foram concluídas em 1851. Doze anos depois já era a maior produtora de Munique, sendo responsável por cerca de ¼ de toda cerveja consumida na cidade. Durante a Segunda Guerra Mundial teve suas instalações destruídas, mas foi reconstruída após o fim do conflito, voltando a operar com ainda mais vigor. Em 1948 começa a exportar. Em fins do século XIX era considerada a maior cervejaria da Alemanha e líder na exportação de cervejas. Desde 2004 pertence ao grupo Anheuser-Busch InBev.
  • Spaten-Franziskaner: surgiu por volta de 1397, sob a denominação de Welser Prew. Sua propriedade mudou algumas vezes ao longo da história, convertendo-se em 1867 na maior cervejaria de Munique. Em 1922 as duas marcas, Spaten-Brauerei e Franziskaner-Leist-Bräu, uniram-se em uma sociedade anônima, originando o nome atual da marca. Em 1997, uniram-se com Löwenbräu AG para formar o grupo empresarial Spaten-Löwenbräu-Gruppe, o qual acabou por ser alienado, em 2003, à Interbrew, que um ano mais tarde fundiu-se com a AmBev (Brazilian Companhia de Bebidas das Américas), gerando o grupo InBev, atual dono da marca.
  • Hacker-Pschorr Brewery: formada em 1972, através da fusão de duas outras cervejarias: Hacker e Pschorr. A mais antiga das duas é a Hacker, tendo sido fundada em 1417.
  • Hofbräu: denominação atual da Hofbräuhaus, criada em 1589. Em 24 de fevereiro de 1920, sua sede serviu de palco para o primeiro grande evento político daquele que passaria a se chamar “Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães”; foi nesse mesmo dia em que Hitler divulgou o “Programa de 25 pontos” de seu partido. Durante a Segunda Guerra Mundial a fabrica Hofbräuhaus foi destruída por um bombardeio. Em 1958 foi reconstruída e desde então opera.
  • Paulaner: fundada pela Ordem dos Mínimos – Paulaner Orden – de tradição franciscana, em Neuhauser Straße, é fabricada desde 1634. A princípio, os monges serviam, em dias de festa, uma versão bastante encorpada, “forte”, da cerveja que em pouco tempo destacou-se no gosto dos muniquenses. Em 1799, a cervejaria acabou por ser adquirida pelo mestre cervejeiro Franz Xaver Zacherl, quem retomou a produção, segundo a tradição dos religiosos, a partir de 1813, comercializando-a sob o rótulo Salvator. Em 1861 transformou-se na Salvatorkeller, que acabaria por fundir-se com a Gebrüder Thomas Bierbrauerei, de Munique, em 1928, passando a ser Paulaner Salvator Thomas Bräu. Teve sua denominação mudada em 1994 para Paulaner Brauerei AG, até que em 1999 adotou o nome atual: Paulaner GmbH & Co. KG. Seu logotipo segue sendo a imagem de São Francisco de Paula.
Todas elas obedecem a rigorosos padrões de produção, conhecidos como a Lei da Pureza – Reinheitsgebot – decretada em 1516, pelo duque Wilhelm IV. Segundo essa regra, na produção da bebida somente se pode empregar o malte de cevada, o lúpulo, o fermento e a água. Na época, a levedura de cerveja não era conhecida.
Em 1906, o Reinheitsgebot foi imposto a todas as cervejarias da Alemanha, gerando diversas críticas por parte da indústria. Atualmente, a Lei da Pureza encontra-se inclusa ao regulamento de taxação da cerveja, desde que foi alterada após a Segunda Grande Guerra. Dentre as modificações encontra-se o menor rigor quanto às bebidas destinadas à exportação. O decreto de Wilhelm IV é um dos mais antigos documentos regulatórios da indústria alimentar europeia.
Além disso, essas cervejarias produzem uma bebida exclusiva à Oktoberfest, sendo que todas essas cervejas recebem o nome da festa e são cuidadosamente armazenadas em barris de metal, revestidos de madeira5, a fim de manterem-se ao máximo fiéis à tradição.
No que concerne à alimentação, os pratos mais comuns são o salsichão branco com mostarda adocicada; frango assado à moda bávara; knodel – denominação dada às massas com carne, sêmola ou pão; carne assada ou preparada em receitas tradicionais; e o bretzel – uma espécie de pão feito à base de amêndoas, assado em formato de coração e com mensagens “românticas” escritas, sendo, portanto, comumente utilizados pelos jovens em seus flertes.
Com o objetivo de fazer da festa um evento ainda mais aprazível a todos os públicos, em 2005 decidiu-se por regulamentar o “volume” da música no parque em 85 decibéis, até às 18 horas. Essa é mais uma das medidas estratégicas da organização, tendo em vista que o som demasiadamente alto incomodaria a certo público, ocasionando sua retirada prematura do evento e reduzindo a oportunidade de lucro; por outro lado, o “volume” inconvenientemente baixo teria o mesmo efeito, de maneira que, durante o período em que se considera a presença de idosos, por exemplo, mais significativa, o som é mantido em um tom mais controlado, já à noite, por ser um período mais convencional aos jovens, o volume pode ser mais alto.
A outra medida estratégica foi a transferência, em 1872, do período de realização do evento, que passou iniciar-se em fins de setembro e a encerra-se em princípios de outubro, visando aproveitar os dias mais quentes, longos e menos chuvosos do primeiro.
Em 2008, o governo proibiu o fumo em lugares públicos, abertos ou fechados, concedendo, porém, exceção à Oktoberfest. Essa lei tornou-se uma polêmica política em 2009, resultando na sua revogação. Em 2010, contudo, ela foi referendada e o povo decidiu por restabelecê-la de maneira ainda mais rigorosa, suspendendo as exceções, mesmo à Oktoberfest.
Desde 1960 não se realiza mais o páreo de encerramento da festividade, que hoje possui um fechamento tão glamouroso quanto a abertura, com direito a desfiles e espetáculos. Em 2010, todavia, em comemoração ao bicentenário da Oktoberfest, uma corrida de cavalos, com cavaleiros em trajes típicos e animais ajaezados como em 1810, fora promovida na abertura do evento. Colhendo do ensejo, uma Historische Wiesn – Oktoberfest histórica – foi promovida na região sul de Theresienwiese, proporcionando aos visitantes “a sensação de voltar no tempo e reviver a atmosfera dos séculos passados”, contando inclusive com uma cerveja especialmente desenvolvida para a ocasião.




As famílias e suas casas


Em 1896, os organizadores da Oktoberfest optaram por potencializar ainda mais o evento, aliando-se às cervejarias e construindo os primeiros grandes galpões, os quais substituíram definitivamente as pequenas tendas utilizadas durante a festa. Essas estruturas permanentes possibilitaram além da redução de custos, o desenvolvimento de ambientes personalizados e com maiores comodidades aos visitantes. Hoje, esses espaços são verdadeiros símbolos da festividade, senão o seu principal atrativo!
Esses galpões, curiosamente, são chamados, hodierno, de “tendas”, e dividem-se entre as tendas grandes e as tendas pequenas. Ao todo são 35 instalações, das quais algumas pertencem diretamente às cervejarias, outras são associadas a elas e algumas são inteiramente independentes.
Cada “tenda” possui características próprias, embora todas sigam o clima cultural comum em Wiesn. Algumas possuem um ambiente mais propício ao convívio familiar, por serem mais tranquilas; outras têm um clima mais agitado, mais vívido; e há aquelas cujo diferencial é serem amiúde frequentadas pelos mais altos segmentos sociais, tomando, por isso, certo ar de nobreza, embora, a rigor, não exista tal diferenciação de classes: o diferencial das tendas é mesmo centrado no ambiente, suas dimensões, decoração, entretenimento, o tipo de cerveja e outras bebidas que servem ou não, enfim, nos serviços que ofertam. Alguns desses espaços são célebres por fazerem parte da programação da Oktoberfest, tal como a Schottenhamel e a Hippodrom – nesta última ocorre a missa tradicional e é, também, onde fica a mesa dos proprietários dos brinquedos do parque de diversões.
As tendas grandes variam sua capacidade entre 2.500 e 10.900 lugares, são elas:


  • Weinzelt: pertencente a família Kuffer, foi construída em 1984, inteiramente em estilo tradicional, decorada com bancos de madeira em estilo antigo, oferecendo vista panorâmica da Estátua da Bavária, ao lado oeste. Possui 2.500 acomodações e é considerada uma das mais belas de toda a Oktoberfest. Diferentemente das demais, serve vinhos – são mais de quinze variedades – além de espumantes, tal como a champanhe. Cerveja somente Paulaner branca e de trigo, servida após às 21 horas. Possui um refinado cardápio, no qual se encontram queijos, camarões, salmão grelhado, vitelo, pato assado, bistecas de ovelha, leitão assado ao molho de cerveja etc. Completando o requinte dessa tenda, três orquestras se revesam no espetáculo ao público.
  • Käfer Wies'n Schänke: com aproximadamente 3.000 lugares, é conhecida por ser a predileta da alta sociedade, graças a sua relativa calma e ausência de multidões. Destaca-se, no entanto, não por seu público, e sim por haver sido construída em estilo bávaro, lembrando uma fazenda, devido ao uso de grandes troncos de madeira. Possui um menu diversificado e um tanto sofisticado, ofertando vinho e champanhe, além da cerveja. É uma das poucas tendas que servem cerveja até a uma hora da manhã. Sua peculiaridade maior encontra-se nos copos em que serve as bebidas: a cada ano o designe é mudado, de forma que podem ser comprados e colecionados. Pertence a Paulaner.
  • Fischer-Vroni: possui 3.800 acomodações e pertence a Augustiner. Em seu interior possui um barco sobre o qual é possível subir e observar toda a extensão do galpão. A pesar de possuir um cardápio bastante amplo e servir cerca de quinze variedades de peixe, seus pratos mais reconhecidos são a cavala e o steckerlfisch – espécie de espetinho de peixe. É bastante frequentada por idosos e homossexuais6.
  • Hippodrom: possui 4.200 acomodações, pertence à Spaten-Franziskaner. É reconhecia pela sua excelente cozinha bávara e por ser um “point” para flertes, contando com um belo “champanhe bar”. Após 111 anos na festa, será fechada em 2014, mas tomará parte na Frühlingsfest de Munique7
  • Schützen Festzelt: é uma das mais antigas tendas de Theresienwiese, conta atualmente com capacidade para 5.400 pessoas, porém apenas metade desse valor corresponde as acomodações, pois ela possui uma sala para tiro de balestra que ocupa o espaço restante. Situa-se aos pés da Estátua da Bavária e é frequentada por diversos membros da aristocracia local, sendo também palco de diversos eventos de caridade. Seu prato mais famoso é o porco ao molho de cerveja, acompanhado de batatas.
  • Armbrustschützenzelt: existe desde 1895, acomoda 7.500 pessoas e pertence à Paulaner. Possui as paredes decoradas com troféus de caça8, afinal, desde 1935 nela se realizam os campeonatos germânicos de balestra. Serve-se comida típica, nos moldes de seu tema.
  • Ochsenbraterei: inaugurada em setembro de 1881, pelo açougueiro Johann Rössler, a principal característica dessa tenda são os mais diversos pratos à base de carne bovina que são preparados. Seu fundador chegou, inclusive, a criar um sistema capaz de assar um boi inteiro frente a uma plateia. Foi adquirida pela Spaten-Franziskaner em 1980 e possui capacidade para 7.600 pessoas.
  • Bräurosl: também conhecida por Pschorrbräu-Festhalle, possui, desde 2010, capacidade de 8.400 lugares. Pertence à Hacker-Pschorr e desde 1963 é administrada pela família Heide, que se encontra na sétima geração. A denominação da tenda é inspirada no nome da filha de seu proprietário, Herr Pschorr, a senhorita Rosl Poschorr, a qual também inspirou o logotipo da tenda: ela, montada em um cavalo e com a cerveja na mão. Seu prato célebre é o Bavarian Kaiserschmarrn – porções de uma massa doce e com especiarias, frita em óleo, polvilhada com açúcar e acompanhada de compotas de frutas ou geleias. É tida por uma das mais animadas da festa.
  • Augustiner-Bräu: comporta 8.500 visitantes. É considerada por muitos a melhor tenda de toda a Oktoberfest, dada a amabilidade das garçonetes – um importante diferencial em espaços tão grandes e com ritmo de trabalho tão estressante. É também a única a servir cerveja diretamente de barris não apenas revestidos, mas inteiramente de madeira. Seu prato mais célebre é o meio frango assado com manjericão. Também é tida como a predileta pelas famílias por possuir um ambiente convidativo às crianças.
  • Schottenhamel: data de 1867, quando não passava de uma simples barraca de madeira, sendo, portanto, uma das mais antigas. Tem capacidade para 9.000 pessoas. É inteiramente decorada como se fosse uma grande casa colonial alemã. É onde, todo ano, realiza-se a cerimônia de abertura da festividade. Conhecida também como “a tenda da juventude”, sua principal característica é o traje das garçonetes: a clássica Servierschürzen, ao invés do recorrente dirndl. Pertence à Spaten-Franziskaner.
  • Hacker Festzelt: com 9.300 lugares, seu interior, desde 2004, possui decoração temática: com objetivo de recordar a lenda popular de Aloísio, um suposto cidadão muniquense que após certa aventura teria ido para o céu, o teto da tenda é decorado com nuvens e estrelas. A sua principal característica é tocar rock ao invés da predominante música bávara nas demais barracas – um atrativo ao público jovem. Pertence, como o nome sugere, à cervejaria Hack.
  • Löwenbräu-Festzelt: com 9.500 acomodações, é a primeira tenda a adquirir certificação ISO 90019. Possui um teto em forma de arcos de madeira, com lustres coloridos, cujo total de lâmpadas atinge 16.500 unidades. É avistada de todos os ângulos de Wiesn graças à sua torre de 37 metros. Possui, sobre a entrada da tenda, uma escultura de leão, símbolo da cervejaria, que mede quatro metros e que “ruge” a cada minuto. É a tenda oficial dos torcedores do time de futebol TSV 1860, também conhecido como “O leão”.
  • Hofbräu-Festzelt: existe desde 1955 e a instalação atual foi erguida em 1972, possui capacidade para 9.992 visitantes. Seu diferencial é ser a única a possuir uma área onde é permitido ficar de pé, frente ao palco; outra característica é o concurso de levantamento de copo, cujo recorde é de dezesseis Maß.
  • Winzerer Fähndl: é a maior tenda de toda a Oktoberfest, com 10.900 lugares. Possui uma grande torre, sobre a qual há uma garrafa rotativa gigante da proprietária Paulaner. Caracteriza-se pela arquitetura singular, no mais autêntico estilo bávaro tradicional, além das decorações minuciosamente executadas, contribuindo para o desenvolvimento do clima de época da festividade. Justo por isso, é nela onde a mídia costuma fazer suas transmissões ao vivo.


Já as tendas pequenas variam suas capacidades entre 60 e 900 lugares e, algumas, caracterizam-se por praticarem preços mais “econômicos”. Embora sejam, cada uma, muito interessantes e sumamente importantes para o evento, seria demasiado cansativo – e mesmo desnecessário – mencionar todas elas, de modo que abaixo serão apresentadas algumas pouquíssimas: aqueles que mais se destacam em termos de originalidade e atrativos.
  • Ammer Hühner & Entenbraterei: com 900 lugares, atua desde 1885; está associada à Augustiner e destaca-se pelo seu cardápio inteiramente orgânico.
  • Bodo's cafezelt: com 450 acomodações, destaca-se pelos doces que serve, considerados “excepcionais”, além dos mais sortidos strudels e sorvetes. A principal característica, porém, são os coquetéis exóticos que serve após às 17 horas.
  • Glöckle Wirt: destaca-se pelo seu ambiente aquecido, convidativo e decorado com pinturas a óleo, utensílios de cozinha e instrumentos antigos, proporcionando certa “intensificação” do clima cultural em Wiesn. Possui 140 cadeiras e está associada à cervejaria Spaten-Franziskaner.
  • Café kaiserschmarrn: pertence a Rischart, uma das mais respeitadas confeitarias de Munique, que a construiu inteiramente no formato de um castelo de contos de fadas. Além dos doces de altíssima qualidade, esta tenda destaca-se, sobretudo, por encenar diariamente uma comemoração ao casamento de Luis I e Teresa da Saxônia. Possui capacidade para 400 pessoas e não está ligada a nenhuma cervejaria.
  • Wiesn Guglhupf café: é a menor tenda de toda a Oktoberfest, com apenas 60 lugares. Destaca-se pelo formato que lembra uma típica torta alemã e por possuir um bar rotativo, semelhante a carrossel. Sua especialidade é o Guglhupf10, preparado nos mais diversos sabores – incluindo salgados. Não possui aliança com qualquer cervejaria.
  • Scielbl's Kaffeehaferl: sua característica principal é a ausência de música e o café irlandês, além dos licores nobres e dos vinhos que serve. Conta com 100 acomodações e não comercializa cerveja.
  • Wirtshaus im Schichtl: é uma das mais interessantes tendas de toda a Oktoberfest. Integra a festividade desde 1869 e é um símbolo das tradições populares e da própria festa. Sua principal e autêntica característica é a encenação de decapitações – cerca de vinte e cinco apresentações por dia. Além disso, possui um dos mais originais cardápios com produtos da marca Herrmannsdorfer. É reconhecida pela atenciosidade dos funcionários. Não há informações sobre a sua lotação ou a qual cervejaria está associada – vende cerveja, além de vinhos e bebidas não-alcoólicas.


O empreendimento


A Oktoberfest, muito além de sua importância cultural, é um dos principais componentes da economia do estado da Baviera e, por extensão, afeta significativamente as estatísticas econômicas da Alemanha. Em 2010, quando diversos países europeus e os próprios Estados Unidos da América buscavam meios de combater a deflação econômica, o “Real Time Economics”, de “O Jornal de Wall Street”, apontou a tradicional festa germânica como uma das principais apostas da Alemanha, com certeza de bom retorno.
Em 2009, as estatísticas de consumo na festa – dentre elas a chamativa marca de 6,6 milhões de litros de cerveja – serviram para indicar a recuperação do país frente a Grande Recessão11, embora o valor ainda estivesse aquém da marca recorde, atingida em 2007, quando a crise econômica ainda não manifestava-se publicamente.
Esse peso na economia da região fica ainda mais claro quando se analisa o consumo de bens e serviços. Estima-se que anualmente a festa empregue diretamente não menos que 12.000 pessoas. Indiretamente, esse número deve aumentar ainda mais, tendo em vista os empregos que devem ser mantidos – ou ofertados em caráter temporário – em áreas como a agricultura, pecuária, transporte, hotelaria, turismo etc.
No ano de 2012 foram consumidos 116 bois e 57 bezerros, no anterior o consumo foi de 2010 bois e vitelos, 53 bezerros, 523.000 frangos, 70.000 joelhos de porco, 250.000 salsichas, além de uma marca recorde de 7,5 milhão de litros de cerveja. Em 2009 foram 111 bovinos e 500.000 frangos. Já no ano passado, em 2013, os valores não destoaram muito do já visto: 116 bois; 549.899 unidades de frango; 280.450 unidades de linguiça de porco; 44.320 kg de peixe; 75.456 unidades de joelho de porco; 94.795 litros de vinho; 299.938 litros de chá; 1.130.701 litros de água e suco de limão; e aproximadamente 6.900.000 litros de cerveja, para um total de cerca de 7.200.000 visitantes.
Em termos de consumo de energia elétrica, Theresienwiese, no ano passado consumiu 2,7 milhão de kWh – algo como 15% da necessidade energética de toda a cidade de Munique. Registra-se o total de consumo de gás por volta de 220.489 m³, e o de água em cerca de 110.000 m³ – algo como 27% do consumo diário em toda cidade.
E o movimentar das engrenagens econômicas não para por aí. Dentro de Wiesn há uma filial do sistema postal que enviou, no período considerado, 130.000 correspondências. Além disso, existem espelhadas pelo centro de eventos 83 cabinas telefônicas que se servem de um sistema de cobrança por cartões de crédito internacionais.
A organização do evento buscou também desenvolver uma moeda própria para festa, com o objetivo de expandir os lucros. Cada Biermarke, como é chamada a moeda da festa, vale uma rodada, isto é, um Maß – aquele famoso canecão de vidro de um litro de volume, o qual foi introduzido na tradição da festa em 1892.
No entanto, o preço da cerveja muda praticamente todo ano, dependendo de como foi a safra de grãos no período. Em 2007, por causa de uma temporada de seca, a qual atingiu além da Alemanha, a Rússia, Cazaquistão e Ucrânia, a produção agrícola foi prejudicada e o preço da saca elevou-se, refletindo-se nos produtos finais. No caso particular da cevada, a cerveja12 teve um salto e passou dos € 7,00. No último triênio tem-se observado um percentual inflacionário de aproximadamente 2,5% a.a no preço da bebida.
Mas, esse percentual não se deve apenas às condições das safras agrícolas, pois é um costume que as famílias se reúnam na primavera para discutir os preços que serão propostos sobre a cerveja durante a Oktoberfest, de maneira que as projeções de colheita quase não têm impacto nessa decisão. Além disso, os valores são regulados pela Secretaria de Turismo, e não podem curvar-se muito além daqueles habitualmente praticados nos grandes restaurantes de Munique. Por exemplo: se o litro está sendo comercializado na cidade entre € 6,60 e € 8,40, em Wiesn ele deverá situar-se em algo como € 8,30 e € 8,90.
Ainda assim, o preço da cerveja na Oktoberfest está muito acima no índice utilizado pelo governo de Munique para medir o custo médio da festa para cada visitante. Esse índice chama-se Wiesn Visitor Price Index, WVPI, e leva em consideração, simplificadamente, o gasto com transporte público, dois Maß e meio frango grelhado, o Hendl.


Em 24 anos, os preços elevaram-se desproporcionalmente. A cerveja, sendo o principal produto da festa, teve um aumento de 180%, contra uma média de 130% do Hendl e apenas 50% do valor do transporte. Ou seja, cerca de 7,5% a.a.
Apesar disso, o consumo de cerveja no último triênio (2010-2013) tem sido o melhor desde 2000:


Em 2010 foram cerca de 7 milhões de litros de cerveja; em 2011, foram 7,9 milhão de litros; em 2012, 6,9 milhão de litros.
Quando se compara a taxa de crescimento inflacionário dos preços dos produtos em Wiesn com a taxa de crescimento inflacionário dos preços ao consumidor normal, observa-se uma variação de cerca de 4,1%


Em relação a esse fato, Alexander Koch, do UniCredit Bank, autor do principal artigo utilizado como fonte de informação para este capítulo, salienta: “houve um aumento claramente desproporcional nos custos de montagem e operação de uma tenda em Wiesn, não menos importante por causa das exigências de segurança muito mais rigorosas13”. Apesar disso, as projeções de custos aos visitantes são bastante chamativas e, ao mesmo tempo, fantásticas, pois mesmo existindo na Oktoberfest uma inflação muito maior que a do mercado comum, o consumo é sempre muito alto.
A rede hoteleira, durante a festividade, chega a cobrar diárias até 300% mais caras do que no restante do ano, e mesmo assim os mais de 50.000 leitos disponíveis entre os diversos hotéis de Munique ficam lotados. Estima-se que em só em 2009 os turistas tenham gasto € 300.000.000 em serviços de hospedagem. Além de € 205.000.000 em transporte, compras e alimentação fora de Theresienwiese.
Nas aproximadamente duas semanas de festa, os visitantes da Oktoberfest gastam, em média, € 830.000.000 em Theresienwiese – algo como € 54,00 ao dia, em média. Antes da recessão econômica, a médica de arrecadação era por volta de € 950.000.000. Os donos dos brinquedos do parque de diversão arrecadam em torno de € 324.000.000.
Cerca de 20% do total de visitantes vem do exterior, sendo a maior parte proveniente de EUA, Itália, Inglaterra e Austrália. Os demais 80% é composto por cidadãos alemães da própria Munique e demais regiões não apenas da Baviera, mas de toda a Alemanha.


Considerações finais


Compor pesquisas como esta, embora não seja algo essencialmente difícil, envolve tempo, pois são muitas as informações a respeito do passado e, não raro, contraditórias, de forma que se faz necessário pesquisar mais especificamente certo dado ou conjunto de dados, avaliar a coerência deles com aquilo que se tem mais certeza e, aos poucos, ir montando o quebra-cabeças da história, uma vez que a Oktoberfest possua diversas versões para a narrativa de sua origem – muitas delas conflitantes. O que se observa, a pesar disso, é que a festividade foi projetada para a grandiosidade e para prestigiar não apenas a alegria do enlace real, mas também – posteriormente – a prosperidade do povo bávaro.
Nota-se esse segundo intuito pela inserção da feira agrícola em 1811, propondo um evento não apenas de entretenimento, como também de exposição e valorização do trabalho no setor primário, propiciando, ainda, o intercâmbio de informações entre os produtores e incentivando a inovação e o maior desenvolvimento do referido setor.
Com o transcorrer do tempo, a Oktoberfest foi modificando-se, acompanhando as transformações políticas, econômicas e mesmo culturais por que passou a região, reinventando-se de acordo ao momento, porém tendo desenvolvido a percepção da necessidade de preservar o adorno cultural no qual se converteu o contexto de sua primeira realização. Ou seja, ela não apenas evoluiu junto a sociedade e ao mundo, ela foi esculpindo os seus contornos característicos, sem, no entanto, jamais perder a essência motriz.
O privilégio comercial às cervejarias mais antigas de Munique conferiu à Oktoberfest um ar de tradição centenária, converteu-lhe na “festa da cerveja” e, em torno disso, desenvolveu-se um ambiente com clima histórico. As tradicionais tendas, por exemplo, só sugiram mais de oito décadas após a criação da festa.
Hoje, a Oktoberfest é um verdadeiro empreendimento de sucesso, gerido pelo poder público e movimentado pela iniciativa privada. Não apenas as cervejarias e as famílias donas das tendas lucram, e sim todos os setores da economia muniquense. E o maior símbolo desse sucesso seja, talvez, não apenas o fato de que economistas alemães e americanos a tenham apontado como uma arma alemã anti-deflação, após a crise de 2008, mas o fato de que tenha sido copiada por cidades de colonização germânica em quase todo o mundo – e ser um proporcional sucesso à escala em que é desenvolvida em cada região.
A festividade germânica é uma excelente inspiração para regiões “congeladas no tempo”, embora esse não seja o caso de Munique. Muitas cidades no Brasil, por exemplo, não possuem um grande desenvolvimento econômico, de modo que não ofertam um mercado de trabalho propício às novas gerações, forçando uma espécie de “êxodo laboral”; todavia, possuem características históricas próprias que poderiam ser empregadas como um “motor” para o seu desenvolvimento. Mesmo àquelas que não contenham, talvez, um apelo cultural subjetivo mui vívido, poderiam utilizar-se da história do próprio estado ou país e desenvolver uma atividade singular em torno disso, por meio da qual possam promover a economia local.


Referências14



1Ressalta-se que, a pesar das principais cervejarias de Munique terem participado do primeiro evento, em 1810, elas o fizeram na condição de fornecedoras à família real e com o objetivo de servir aos convivas. Entende-se, para efeito desta pesquisa, que a partir do ano considerado, a choperia real, supostamente até então a única com autorização de comercializar no evento, tenha cedido espaço ao comércio das demais.
2Segundo Wikipédia: a enciclopédia livre.
3Imagens em anexo.
4Segundo o site “Oktoberfest.net: O guia internacional da Oktoberfest”: Traduzido em alemão seria: “Angezapft ist es” ou, melhor: “Es ist angezapft”. O verbo “anzapfen” indica o golpe com um martelo de madeira com o qual se abre o barril de cerveja. Esta frase, em Munique, é um tipo de palavra mágica que significa: que a festa comece, que as danças comecem!
5Foi a partir de 1984 que o revestimento de madeira dos barris de metal passou a ser obrigatório, pois até então e desde que essa tecnologia fora implementada, não havia grande preocupação com a estética e o apelo cultural.
6Os homossexuais costumam receber certa notoriedade nos artigos oficiais sobre a festa, é algo relacionado à “conquista de espaço na sociedade”, sobretudo após 1970, quando os movimentos locais desenvolveram um evento chamado de “os dias gays”.
7Também realizada em Theresienwiese, a “Frühlingsfest” é como se chama a Festa da Primavera de Munique.
8cabeças de ursos, cervos e outros animais selvagens.
9Com sede em Genebra, ISO é uma Organização Não-Governamental – ONG – criada em 1947, atuando hoje 162 países. Seu objetivo é promover o contínuo aperfeiçoamento da qualidade de produtos e serviços através do estabelecimento de normas técnicas relativas aos seus desenvolvimentos e execuções. A abreviatura “ISO” vem do grego e significa “igual”, em alusão à padronização dos processos produtivos. ISO 9001 é a mais recente versão da norma, imposta em 2008.
10Espécie de torta alemã; uma sobremesa tradicional da Áustria e da Bavária, preparada à base de ovos, manteiga, leite e farinha.
11A Grande Recessão, também conhecida como Crise do subprime, é uma das mais recentes crises econômicas internacionais, ocasionada pelos empréstimos hipotecários de alto risco praticados pelos bancos americanos, levando boa parte deles a uma situação de inadimplência que ecoou nas bolsas de valores de todo o mundo quando, em 2006, decidiram por reunir esses empréstimos e outros títulos de crédito e convertê-los em títulos padronizados negociáveis no mercado de capitais, isto é, optaram por vender as suas dívidas a outros bancos. Para reduzir o receio de calote, transformaram esses títulos em derivativos – contratos de pagamento futuro com montante calculado com base numa variável, por exemplo, a inflação – cujo valor era cinco vezes superior ao das dívidas originais. No entanto, como o subprime não gerava fluxo de caixa, os títulos padronizados – estratégia de securitização – em que foram convertidas a dívidas, possuíam um lastro corrompido, levando a crise a se alastrar pelo resto do mundo, graças ao grande volume de compras desses títulos no mercado financeiro. O auge da crise foi a falência de um dos maiores bancos americanos, o Lehman Brothers, em 2008; ano este em que a UE teve uma histórica contração de 1,5% na economia, anunciando pacotes de 1,17 trilhão de euros.
12Refere-se aos preços praticados na Oktoberfest.
13 Originalmente: “there has also been a disproportionate increase in the costs of erecting and operating a Wiesn tent, not least because of the much more stringent security requirements.”

14Todos os acessos foram realizados entre as 22h e 22 min de 05/07/2014 e as 00h e 12 min de 26/07/2014.

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