quinta-feira, 11 de julho de 2013

Período Getulista

O governo getulista pode ser dividido em três grandes fases: governo provisório (1930 a 1934); governo constitucional (1934 a 1937); ditatorial (1937 a 1945).
Getúlio Vargas é uma das figuras políticas mais representativas do Brasil e, também, uma das mais difíceis de definir. À época em que governou dividiu opiniões. Foi ditador, foi democrático, foi polêmico, controverso. Não obstante  foi responsável pelo desenvolvimento econômico, pela nacionalização e valorização das riquezas do Brasil. A ele devemos a criação de importantes empresas estatais como, por exemplo, a Petrobrás, Companhia Siderúrgica Nacional e Usina de Volta Redonda.
Embora tenha sido um ditador e governado com medidas controladoras e populistas, Vargas foi um presidente de ações assinaladas pelo investimento no Brasil.  A pesar de criar obras de infraestrutura e desenvolver o parque industrial brasileiro, foi na área trabalhista que deixou sua marca. Sua política econômica gerou empregos no país e suas medidas na área do trabalho favoreceram os trabalhadores e a ele mesmo.
Fez a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), evitando assim, a exploração do operário, que dantes era obrigado a trabalhar até a última gota de sangue. Ao defender o operário e acabar com os desmandos das empresas, Vargas comprou briga com os empresários, mas garantiu sua aclamação popular.
Getúlio Vargas era um homem preocupado com o desenvolvimento do Brasil, com o direito dos trabalhadores, educação e saúde - e com os políticos que não se envolviam integralmente pelo desenvolvimento da nação. Era também muito rigoroso com as suas determinações.
Assumiu o governo em um período de crise econômica e ainda assim foi capaz de governar e promover mudanças significativas no país, com seu jeito nacionalista.
De 1939 a 1945, o mundo foi abalado pela Segunda Guerra mundial. Dois grandes grupos de nações se enfrentavam: de um lado, as potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão); do outro, as potências aliadas (lideradas pela Inglaterra, Estados Unidos e União Soviética).
Getúlio Vargas procurou manter o Brasil em posição de neutralidade e, com isso, tirar proveito do conflito mundial para obter vantagens econômicas para o país. Em seu ministério, havia tanto simpatizantes das potências do Eixo, como defensores das potências aliadas.
A partir de 1941, o Brasil começou a fazer acordos internacionais para apoiar os Aliados. Mas, em troca de seu apoio, o governo Vargas conseguiu arrancar dos Estados Unidos grande parte do financiamento para a construção da Usina de Volta Redonda (obra de grande importância para a industrialização do país). De sua parte, o Brasil comprometeu-se a fornecer borracha e minério de fero para os Aliados e permitiu que militares norte-americanos fossem enviados para bases militares instaladas no nordeste.
A Alemanha logo reagiu à cooperação do Brasil com os Aliados. Entre fevereiro e agosto de 1942, submarinos alemães torpedearam e afundaram nove navios brasileiros, matando mais de 600 pessoas. A agressão militar nazista provocou indignação nacional. Multidões se reuniram em várias capitais pedindo guerra e vingança contra os alemães.
Em 31 de agosto de 1942, Getúlio declarou guerra às potências do Eixo. E, aos poucos, o Brasil começou a preparar um plano para o envio de soldados brasileiros aos campos de batalha.
Em 1944, partiram para lutar na Itália as primeiras tropas da FEB – Força Expedicionária Brasileira -, comandadas pelo general Mascarenhas de Morais. A FEB deslocou para a Itália mais de 25 mil soldados, que participaram de diversas batalhas sendo a mais importe a de Monte Castelo.
Sentido que o movimento Liberal tomava força no país, Vargas foi abrindo caminho à democracia e, em fevereiro de 1945 fixou prazo para a nova eleição presidencialista.
Nesse período, aproveitando sua popularidade pelo queremismo, tentou estabelecer a Lei Anti-truste que limitava o envio de valores de empresas estrangeiras no Brasil para exterior. A lei foi vetada pelo Congresso Nacional dada à pressão dos empresários.
Em 29 de outubro de 1945, foi obrigado a renunciar, acabando assim o Estado Novo ou Era Vargas, seus 15 anos de governo ininterruptos.
Após o governo Dutra, Getúlio voltou ao poder pelos braços do povo, mas sua política nacionalista provocava o desagrado das empresas estrangeiras e aos ditos “entreguistas”. Com o apoio da UDN começaram a tramar a sua queda. Acusavam-no na mídia de corrupção e ladroagem.
Foi pressionado a renunciar, mas se negava a fazê-lo. Não tinha forças de reagir, então se suicidou em 24 de agosto de 1954, no Palácio do Catete, então sede do governo, deixando uma carta-testamento na qual dizia: “[...] Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram o meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história”.

Farias. M.S. "Período Getulista". Julho de 2013. http://livredialogo.blogspot.com.br/
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