terça-feira, 10 de setembro de 2013

Infância

Local cheio de brincadeiras
Em que a felicidade predomina
Que doce fragilidade!
Cheia de pureza.

Olho e vejo como era feliz
Aqueles olhos de segurança
Que agora me diz:
Que devo rir...

Que o bem - estar nunca acabe,
Para ter paz
Brinco debaixo de um pé de felicidade,
Para que nunca acabe esta fase.

Que alguns nem alcançam
a dor chega devagar
Arde nos olhos daqueles que choram
Como um clarão dispersado.

Procuramos sempre a felicidade
Em fazer os outros felizes
Mas às vezes bate uma saudade
Do tempo em que tudo era claro.

O tempo passa [...]
E a infância tão querida, a mocidade
Nossa face cheia de esperança
Acaba, por cessar-se.

Começa então a vida a passar
Como um veículo em alta velocidade,
De repente começa a parar,
E nos deparamos com um lugar em que só há felicidade.

Agora, será morte, ou vida?
Novamente nascemos
De felicidade nosso coração se abriga
Voltamos para o local, que prevíamos

Aprendemos a alimentar a ilusão
Nos cansamos,
Nunca pensamos em nossa destruição,
Pois alimentamos-a novamente.

De repente um lugar cheio de parreiras
Quem iniciou a vida conosco volta a nos encontrar
Recordamos as brincadeiras
Voltamos, quando estivermos prontos

Não há como entender,
Por que somos diferentes em determinados períodos da vida?
Sempre que ela nos manda embora, pois,
Sempre é a saudade da infância que aflora.

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