domingo, 18 de julho de 2010

A Escola nos dias Atuais.

Esse texto foi produzido com base na opinião dos alunos de uma escola da rede pública estadual de ensino, quando questionados sobre a escola que eles tem, e a escola que eles querem. Este tem por finalidade mostrar alguns dos problemas enfrentados pelas escolas em geral, e de uma certa forma auxiliar em suas resoluções.
Boa Leitura!
Há muito a educação brasileira de uma forma geral sofre alterações. Podemos dizer que quase
sempre tais alterações ou reciclagens afetam nem sempre de forma positiva a qualidade de ensino.
Mas a questão que mais é debatida entre os alunos, em especial de nossa escola, é a forma como o conteúdo do calendário escolar é desenvolvido. Como todos os aqui presentes sabem, há disciplinas em que o conteúdo não é fácil, exige atenção e dedicação, mas a forma como elas são desenvolvidas nem sempre contribuem para a aprendizagem do aluno, nem sempre a forma tida por tradicional é a melhor, assim também o professor.
Na atual realidade da sociedade brasileira, onde o jovem tem a cada dia um novo conceito e, que a cada instante está adquirindo novos valores – nem sempre os que desejaríamos que fossem adquiridos-, é preciso cada vez mais uma nova forma de ensinar conteúdos e disciplinas. É preciso uma forma nova de ensino, novas metodologias, novos conceitos, novas didáticas, enfim, uma nova forma mais ampla e específica, que torne o ensinar e o aprender algo descontraído, proveitoso menos maçante – como as aulas de química, por exemplo -, e que seja de fácil compreensão e assimilação do aluno. Hoje em dia, com o uso de recurso midiático, e da internet, é possível botar em prática melhores formas de ensino.
Um professor de ciências físicas e biológicas do ensino fundamental, por exemplo, poderia utilizar uma apresentação de Power Point, para explicar alguns conteúdos de sua disciplina, utilizando um notebook e um data show. Da mesma forma os demais professores, também poderiam utilizar os mesmos recursos midiáticos, ou a internet, mandando à famosa “lição de casa’’ por e-mail, dessa forma, o aluno utilizaria a internet para pesquisar sobre o assunto e realizar os exercícios ali propostos. A professora de ciências de nossa escola é uma das professoras que utiliza o correio eletrônico para reforçar o interesse e a aprendizagem de sua disciplina. Outros professores como a professora de língua espanhola, também utilizam dos mesmos recursos.
Outra forma de ensino bastante interessante nos dias atuais, é a utilização de jogos educacionais desenvolvidos especialmente para determinada disciplina e série. Há pouco tempo a FMU, em parceria com a Retoque Comunicação e o LivroClip, apresentou o Game da Reforma Ortográfica, uma maneira interativa e divertida de aprender mais sobre as novas regras da língua portuguesa.
O jogo, por exemplo, poderia ser utilizado pelo professor de língua portuguesa para reforçar o conteúdo dado em aula sobre a reforma ortográfica. O jogo funciona mais ou menos assim: o jogador escolhe uma das cinqüenta perguntas do tabuleiro, logo se iniciará uma tela com uma pergunta referente às mudanças do novo acordo ortográfico, o jogador terá dez segundos para responder a pergunta de múltipla escolha corretamente, caso acerte, poderá avançar uma casa no tabuleiro.
Toda esta questão dos métodos de ensino levanta duas questões, a primeira é “Que escola temos? ’’ e a segunda, “Que escola queremos?’’.
Ambas as questões, foram postas em discução nas salas de aula de quinta à oitava série do ensino fundamental de nossa escola, pela professora de língua portuguesa, a senhora Tatiane.
Após examinar cada resposta, ficou claro que as escolas em geral, não somente a nossa, possui um problema grave e, que precisa de atenção, o bullying. O bullying é uma violência que ocorre geralmente entre os adolescentes, essa violência geralmente consiste em comentários pejorativos, dirigidos à colegas quem tenham alguma imperfeição estética, ou mesmo pela sua condição social.
Esse tipo de violência precisa de uma atenção maior dos professores, funcionários e direção da escola. Geralmente o aluno que sofre essa violência, acaba por descontar em um próximo e assim, desencadeia uma onda de violência. As escolas e todos os seus membros, sejam estes discentes ou docentes, precisam tratar o assunto e forma séria e buscar desenvolver junto aos Grêmios Estudantis, um programa escolar anti-bullying.
Precisamos de uma escola, não só que empregue disciplinas, mas também valores morais, éticos e sociais. Uma escola de valores, que preze pelo bom senso e, forme além de profissionais, cidadãos capazes de impor suas idéias de forma democrática e sem violência, e também saibam ouvir e respeitar as opiniões alheias.
Mas para desenvolver qualquer coisa, a priori é necessário que as escolas da rede pública estadual, tenham recursos para tal. Faz falta que as escolas tenham recursos para desenvolver atividades e projetos, além claro de proporcionar a alunos e professores mais meios de trabalhar e desenvolver suas disciplinas.
Mas, desviando um pouco do assunto recursos, vamos voltar a falar de valores. Uma das coisas que mais é cobrada por parte dos professores aos alunos é disciplina, responsabilidade, pontualidade, dentre outros. Mas, como cobrar dos alunos tais valores, se quem os cobra não os põe em pratica? É preciso que as direções das escolas cobrem não somente dos alunos, mas também dos professores responsabilidade e aos que não a tem aplicar as devidas punições.
Há casos de um professor dar uma semana de aulas, e logo após, de forma inexplicável, entrar com um atestado médico de um mês. Fica todo esse tempo sem lecionar, e constantemente sendo avistado na rua passeando. Retorna do atestado, leciona umas duas semanas e, novamente entra de atestado. Retorna, assume responsabilidades para com os alunos, e por estar com sono, ou um súbito esquecimento, não comparece a um evento, no qual a escola estava sendo representada, e os alunos que lá foram perder seu tempo, acabam por serem desclassificados. Agora me digam como um professor que age de tal forma irá cobrar de seus alunos, responsabilidade, disciplina e pontualidade? Sei que o assunto é delicado, mas também precisa de atenção. Outro grave problema, do qual os alunos queixaram-se, foi dos freqüentes embates de professor contra professor. Os alunos reclamam dos extensos discursos pejorativos e, em alguns momentos difamatórios, que alguns professores fazem contra seus colegas, ou mesmo contra os membros da administração. Tais atitudes são além de inaceitáveis, infantis, mostra um comportamento torpe, impudico, em outras palavras, mau exemplo aos alunos. Esse tipo de atitude tem que acabar! É preciso um professor que seja exemplo, que mostre que apesar das diferenças é possível trabalhar e conviver através da ética profissional.
Para que uma escola funcione de forma adequada, é preciso que haja interesse dos alunos, para tanto não se faz necessário que todo ano o MEC, reformule e crie novos conteúdos, é preciso que ele desenvolva novos métodos de ensino, como já foi dito no inicio desde artigo.
É preciso que as escolas possuam um espaço físico mais amplo, com salas de convivência para os alunos, um pátio mais limpo, com uma área maior, que possibilite maior nível de recreação aos alunos das escolas.
É preciso que as dependências também possuam adequações, os banheiros, por exemplo, precisam de material de higiene, já que na maioria das instituições são assaz básicos.
Com uma administração voltada aos alunos e professores, como é a de nossa escola, o nível de organização torna-se maior, já que dando ouvidos aos professores e alunos é possível detectar os problemas e achar mais rapidamente a solução mais adequada a os problemas.
Hoje em dia a reclamação mais freqüente sobre o comportamento dos alunos é intolerância dos mesmos em relação aos estatutos e regras impostos pelas escolas. Um meio de solucionar parte deste problema é permitir que o aluno tenha conhecimento do que passam os coordenadores e administradores da escola. Se os alunos pudessem adquirir responsabilidades para com a escola, como por exemplo, auxiliarem na disciplina de um turno inverso como “monitores’’, eles teriam um contato mais direto com o trabalho dos administradores, e veriam como funciona de fato a escola, que nem sempre é fácil resolver os problemas de todos, que há regras e que por mais banais que algumas possam ser, precisam ser respeitadas.
Os alunos veriam como é difícil trabalhar em meio a tantas reclamações e queixas, que nunca, apenas em raras exceções vêm acompanhada de uma solução. Seria de fato muito bom se houvesse um meio pelo qual, os alunos aos poucos fossem convivendo e vendo o quão difícil é o serviço das pessoas que administram nossa escola. Da mesma forma, o serviço dos que mantêm a organização a limpeza e a higiene dos estabelecimentos de ensino.
O aluno precisa ter conhecimento das dificuldades do trabalho dos demais, para que dessa forma possa colaborar de forma positiva para com o trabalho dos mesmos. Mas, para que os que participarem dessas atividades é imprescindível que haja cobrança de responsabilidade, pontualidade e ética.
Os alunos da atualidade precisam de uma escola com espaço físico amplo, limpo, com opções variadas de recreação, de métodos de ensino modernos, que despertem no aluno interesse pela disciplina e pelo seu conteúdo didático, precisa de inclusão de recursos midiáticos as aulas. Precisam de uma escola que além de frias disciplinas, ensine valores morais éticos e sociais, de uma escola que reprima o bullying e promova o incentivo à sociabilidade. Que desenvolva projetos em diversificadas áreas, abrangendo os alunos de uma forma ampla, sem diferença de série ou quais quer outras. Que utilizem uma linguagem franca, aberta com conteúdo, correta e que ao mesmo tempo seja do entendimento de todos.
Precisamos de professores e administradores que sejam exemplos, que cobrem valores e atitudes que eles mesmos colocam em prática em seu dia-a-dia. Precisamos de uma escola não hierárquica, mas sim democrática e regrada, que de vez e voz ao aluno, mas sem tirar a autoridade do professor.
Não precisamos de pessoas vazias, prepotentes, irracionais que são facilmente manipuláveis, precisamos de pessoas com conteúdo, desenvoltura, capazes de impor seus pensamentos respeitando os demais, que não se deixem manipular ou influir, que sejam capazes de tomar suas próprias decisões, que sejam racionais, e que saibam lidar com a dita “autoridade’’ que tenham ou possam a vir a ter.
Se quisermos mudar a estrutura política e social do Brasil para melhor, precisamos começar pelos seus alicerces, ou seja, transformando o aluno que está em sala de aula, em um cidadão capaz.
De que adianta apenas reclamar, se somos incapazes de tentar achar a solução para o problema? Temos que além de reclamar e apontar erros, encontrar suas soluções e respostas.
Não precisamos de novos conteúdos vazios, precisamos de conteúdos ricos em conhecimentos, precisamos é de novos métodos de ensino e de professores mais descontraídos. Os professores ditos “mãos de ferro’’ além de tornarem suas aulas maçantes e monótonas, não conseguem ensinar nada, apenas que os alunos repitam frases por eles proferidas em suas aulas.
Um dos meios de resolver parte dos problemas é inclusão midiática e digital nas aulas, as tecnologias quando usadas de forma positiva e corretas são um excelente meio de aprendizagem.

FMU = Faculdades Metropolitanas Unidas.
Quem quiser jogar o game da reforma ortografia acesse http://fmu.br/game/home.asp e bom jogo!
Se possível, deixe um comentário sobre o artigo que você acabou de ler.



Farias, M. S. "A Escola nos dias Atuais". Julho de 2010. www.livredialogo.blogspot.com
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported. Deve ser citada conforme especificado acima. 

Licença Creative Commons
Esta obra de Farias, M. S., foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
Baseado no trabalho em livredialogo.blogspot.com.br.
Permissões além do escopo dessa licença podem estar disponível em discente.farias@gmail.com.

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado por comentar, pois sua opinião é muito importante!
Volte sempre!

 
Licença Creative Commons
Diálogo Livre de Farias, M. S. et alia é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
Baseado no trabalho em livredialogo.blogspot.com.br.
Permissões além do escopo dessa licença podem estar disponível em discente.farias@gmail.com.